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Questão FC115968

Texto CB2A2AAA O pensamento do filósofo grego Sócrates, no século V a. C., marcou uma reviravolta na história humana. Até então, a filosofia procurava explicar o mundo com base na

Interpretação de Textos (Compreensão)

CEBRASPE (CESPE) · 2017

Texto CB2A2AAA

O pensamento do filósofo grego Sócrates, no século V a. C., marcou uma reviravolta na história humana. Até então, a filosofia procurava explicar o mundo com base na observação das forças da natureza. A partir de Sócrates, o ser humano voltou-se para si mesmo.

A preocupação do filósofo era levar as pessoas, por meio do autoconhecimento, à sabedoria e à prática do bem. Para o filósofo grego, o papel do educador é, portanto, o de ajudar o discípulo a caminhar nesse sentido, despertando sua cooperação para que ele consiga, por si próprio, iluminar sua inteligência e sua consciência.

Assim, o verdadeiro mestre não é um provedor de conhecimentos, mas alguém que desperta os espíritos. Ele deve, segundo Sócrates, admitir a reciprocidade ao exercer sua função iluminadora, permitindo que os alunos contestem seus argumentos da mesma forma que ele contesta os argumentos dos alunos. Para esse pensador, só a troca de ideias dá liberdade ao pensamento e a sua expressão, condição imprescindível para o aperfeiçoamento do ser humano.

Sócrates. In: Coleção Grandes Pensadores.
Revista Nova Escola. Ed. 179, jan.–fev./2005. Internet: <https://novaescola.org.br>  (com adaptações).

Ainda com relação às propriedades linguísticas do texto CB2A2AAA, julgue o item a seguir.

O termo oracional “alguém que desperta os espíritos” define o perfil do indivíduo que se distingue do verdadeiro mestre e do provedor de conhecimentos e, por isso, está introduzido pela conjunção “mas”, que expressa oposição.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

Comentário: Ao analisarmos o item proposto, é primordial entendermos a função da expressão “alguém que desperta os espíritos”. Essa frase não se contrapõe ao verdadeiro mestre, mas sim o define, estabelecendo uma relação de equivalência e não de oposição. A ideia central apresentada por Sócrates é que o verdadeiro mestre é, de fato, um facilitador do conhecimento, alguém que instiga seus alunos a pensarem criticamente e a iluminarem suas próprias consciências. Portanto, a frase mencionada não necessita da conjunção “mas”, que indicaria uma divergência, mas sim de uma construção que reforce essa condição de transformação e aprendizado. Assim, considerando que a conjunção “mas” é utilizada para mostrar contrastes, afirmar que ela introduz a expressão em questão é INCORRETO, levando ao gabarito ERRADO.

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