Questão FC116028
Texto CB2A2AAA O pensamento do filósofo grego Sócrates, no século V a. C., marcou uma reviravolta na história humana. Até então, a filosofia procurava explicar o mundo com base na
Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
CEBRASPE (CESPE) · 2017
O pensamento do filósofo grego Sócrates, no século V a. C., marcou uma reviravolta na história humana. Até então, a filosofia procurava explicar o mundo com base na observação das forças da natureza. A partir de Sócrates, o ser humano voltou-se para si mesmo.
A preocupação do filósofo era levar as pessoas, por meio do autoconhecimento, à sabedoria e à prática do bem. Para o filósofo grego, o papel do educador é, portanto, o de ajudar o discípulo a caminhar nesse sentido, despertando sua cooperação para que ele consiga, por si próprio, iluminar sua inteligência e sua consciência.
Assim, o verdadeiro mestre não é um provedor de conhecimentos, mas alguém que desperta os espíritos. Ele deve, segundo Sócrates, admitir a reciprocidade ao exercer sua função iluminadora, permitindo que os alunos contestem seus argumentos da mesma forma que ele contesta os argumentos dos alunos. Para esse pensador, só a troca de ideias dá liberdade ao pensamento e a sua expressão, condição imprescindível para o aperfeiçoamento do ser humano.
A supressão do trecho “o de” não comprometeria a correção gramatical nem alteraria os sentidos do texto.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
A afirmação é CERTO porque a supressão do trecho "o de" não altera nem a correção gramatical nem o sentido do período. Em "Para o filósofo grego, o papel do educador é, portanto, o de ajudar o discípulo...", o sujeito já contém o substantivo papel, portanto a expressão demonstrativa funciona como retomadora.
Retirando-se "o de" obtém-se "é, portanto, ajudar o discípulo", em que "ajudar o discípulo" atua como predicativo do sujeito na forma de infinitivo; a relação semântica entre sujeito e predicativo permanece intacta e a frase continua correta.
Há apenas uma diferença de estilo, a versão com "o de" tende a nominalizar, mas isso não compromete sentido nem estrutura sintática, por isso o julgamento é justo.
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