Questão FC116029
Texto CB2A2AAA O pensamento do filósofo grego Sócrates, no século V a. C., marcou uma reviravolta na história humana. Até então, a filosofia procurava explicar o mundo com base na
Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
CEBRASPE (CESPE) · 2017
O pensamento do filósofo grego Sócrates, no século V a. C., marcou uma reviravolta na história humana. Até então, a filosofia procurava explicar o mundo com base na observação das forças da natureza. A partir de Sócrates, o ser humano voltou-se para si mesmo.
A preocupação do filósofo era levar as pessoas, por meio do autoconhecimento, à sabedoria e à prática do bem. Para o filósofo grego, o papel do educador é, portanto, o de ajudar o discípulo a caminhar nesse sentido, despertando sua cooperação para que ele consiga, por si próprio, iluminar sua inteligência e sua consciência.
Assim, o verdadeiro mestre não é um provedor de conhecimentos, mas alguém que desperta os espíritos. Ele deve, segundo Sócrates, admitir a reciprocidade ao exercer sua função iluminadora, permitindo que os alunos contestem seus argumentos da mesma forma que ele contesta os argumentos dos alunos. Para esse pensador, só a troca de ideias dá liberdade ao pensamento e a sua expressão, condição imprescindível para o aperfeiçoamento do ser humano.
Ainda com relação às propriedades linguísticas do texto CB2A2AAA, julgue o item a seguir.
Sem prejuízo para a correção gramatical e para os sentidos do texto, o período “Assim, o verdadeiro mestre não é um provedor de conhecimentos, mas alguém que desperta os espíritos” poderia ser assim reescrito: Desse modo, o educador de verdade é aquele que desperta o espírito mais do que provê o conhecimento.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
A afirmação foi julgada ERRADO porque a reescrita proposta altera o sentido do enunciado original, não apenas sua forma.
No texto, a construção "não é ... mas alguém que" estabelece uma relação de exclusão: o verdadeiro mestre deixa de ser um provedor de conhecimentos, sendo definido apenas como aquele que desperta os espíritos. Essa negação é essencial ao sentido.
Na versão reescrita, ao afirmar que o educador “desperta o espírito mais do que provê o conhecimento”, introduz-se uma comparação, indicando que ele exerce ambas as funções, com predomínio de uma sobre a outra. Assim, a qualidade de provedor de conhecimento não é eliminada, apenas relativizada.
Além disso, a mudança de plural para singular em "espírito" reduz a abrangência da ação atribuída ao mestre. Portanto, há perda de equivalência semântica, justificando o gabarito.
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