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Questão FC116477

Queria falar da felicidade, do desejo consciente e inconsciente de ser feliz. É algo que se traz da infância, do companheirismo com a meninada, dos jogos de rua, da molecagem diári

Interpretação de Textos (Compreensão)

CEBRASPE (CESPE) · 2015

Queria falar da felicidade, do desejo consciente e inconsciente de ser feliz. É algo que se traz da infância, do companheirismo com a meninada, dos jogos de rua, da molecagem diária. Quanto mais o tempo passa para mim, mais me convenço de como é necessário que todos busquemos ser felizes. São sentimentos para guardar por todo o nosso tempo. A vida real, com suas tragédias e guerras, com o ódio e a competição sem freios, parece nos levar para longe desse objetivo.

Não que se diga “dane-se” ao mundo. Vivemos nele e não devemos nos eximir de responsabilidades, mas a bandeira que carrego, e vejo que muitos dos que amo e admiro também a empunham, é a procura de harmonia na vida pessoal, familiar e social.

Fernando Brant. Para a boa nova se espalhar. In: Correio Braziliense. Caderno Economia, 14/6/2015, p. 7 (com adaptações).

A respeito das ideias e das estruturas linguísticas do texto, julgue o item subsecutivo.

O texto destaca a isenção de obrigações das pessoas para com o mundo material.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

Análise da Questão: A afirmação de que o texto destaca a isenção de obrigações das pessoas para com o mundo material é, na verdade, incorreta. O autor, Fernando Brant, traz uma reflexão clara ao afirmar: “Não que se diga ‘dane-se’ ao mundo. Vivemos nele e não devemos nos eximir de responsabilidades”. Essa frase revela, com bastante clareza, que a intenção do autor é justamente o oposto da proposta sugerida pela questão. Ele enfatiza a importância das responsabilidades pessoais, familiares e sociais, e como essas obrigações devem coexistir com a busca pela felicidade. A menção à bandeira da harmonia reforça a ideia de que, apesar das dificuldades da vida, não podemos nos liberar de nossas responsabilidades. Assim, a conclusão é que o autor defende a responsabilidade como uma parte essencial na construção de um mundo mais harmonioso, e não o seu desprezo.

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