FC ConcursosFC Concursos

Questão FC116503

Eu, Marília, não fui nenhum vaqueiro, fui honrado pastor da tua aldeia; vestia finas lãs e tinha sempre a minha choça do preciso cheia. Tiraram-me o casal e o manso gado, nem tenho

Interpretação de Textos (Compreensão)

CEBRASPE (CESPE) · 2015

Eu, Marília, não fui nenhum vaqueiro,
fui honrado pastor da tua aldeia;
vestia finas lãs e tinha sempre
a minha choça do preciso cheia.
Tiraram-me o casal e o manso gado,
nem tenho a que me encoste um só cajado.

Para ter que te dar, é que eu queria
de mor rebanho ainda ser o dono;
prezava o teu semblante, os teus cabelos
ainda muito mais que um grande trono.
Agora que te oferte já não vejo,
além de um puro amor, de um são desejo.

Se o rio levantado me causava,
levando a sementeira, prejuízo,
eu alegre ficava, apenas via
na tua breve boca um ar de riso.
Tudo agora perdi; nem tenho o gosto
de ver-te ao menos compassivo o rosto.

Thomaz Antonio Gonzaga. Marília de Dirceu.
Rio de Janeiro: Edouro, 1992. p. 74.

Tendo por referência o fragmento acima, da obra Marília de Dirceu, de Thomaz Antonio Gonzaga, e considerando a estética árcade, julgue o item a seguir.

Infere-se do texto que Marília, a amada do eu lírico, não está mais junto dele porque faleceu.
Mostrar resposta e comentário

Gabarito

Errado

Comentário do professor

Comentário: A afirmação está errada porque o eu lírico não menciona a morte de Marília, mas sim a ausência dela em sua vida. O texto expressa um profundo sentimento de perda e desolação, mas não indica que ela faleceu. O eu lírico lamenta a falta de seu amor e a dor causada pela separação, o que sugere que Marília pode estar distante, mas não necessariamente morta. A estética árcade valoriza a natureza dos sentimentos amorosos, e essa interpretação é compatível com a obra, que enfatiza a tristeza pela ausência da amada, sem fazer menção à morte.

Conteúdo do catálogo FC Concursos · Atualizado em

Continue aprendendo