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Questão FC116630

De todas as formas musicais, a ópera é a que gera mais emoção e paixão. Ao contrário da sinfonia, do concerto e da sonata, a ópera não se desenvolveu gradualmente: ela irrompeu de

Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes Relativos, Conjunções, etc)

CEBRASPE (CESPE) · 2016

De todas as formas musicais, a ópera é a que gera mais emoção e paixão. Ao contrário da sinfonia, do concerto e da sonata, a ópera não se desenvolveu gradualmente: ela irrompeu de forma explosiva no cenário da história; porém, o que a torna singular na música e faz de sua invenção um verdadeiro big bang é que ela é a forma segundo a qual a música interage com o mundo realC, o amor, a morte, a política. A história da ópera é manchada pelo sangue das revoluçõesC. Na ópera, vê-se a fusão da música com histórias e ideias universais, uma combinação inevitavelmente irresistível. Nos séculos que se seguiram à criação da ópera, seu caso de amor com o poder, a política e o destino alcançou águas muito profundas.

Howard Goodall. Big bang moments in musical history: 2. The inventing of the opera. Série de TV, Channel 4, UK, 2000 (traduzido e adaptado).

Tendo como referência o fragmento de texto acima e as ideias por ele suscitadas, julgue os itens a seguir.

Ao afirmar que a “música interage com o mundo real” (l. 6 e 7) e que a “história da ópera é manchada pelo sangue das revoluções” (l. 7 e 8), o texto remete tanto ao cenário histórico europeu marcado pelas ondas revolucionárias da primeira metade do século XIX quanto à afirmação da identidade nacional que o romantismo buscou expressar.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A afirmação é certa porque a ópera, ao unir música, teatro e texto, torna-se um veículo direto para temas do mundo cotidiano, como amor, morte e política. Ao dizer que a “música interage com o mundo real”, o texto aponta essa capacidade da ópera de dramatizar conflitos sociais e afetivos de modo imediato e público.


A expressão de que a “história da ópera é manchada pelo sangue das revoluções” remete às ondas revolucionárias europeias da primeira metade do século XIX, quando espetáculos passaram a funcionar como espaços de agitação e símbolo político. Um exemplo paradigmático é a recepção de obras de Verdi durante o Risorgimento, em que árias e performances viraram sinais de resistência.


Além disso, o Romantismo privilegiou a afirmação de identidade nacional, levando compositores a usar língua, temas históricos e melodias populares na ópera, como forma de construir pertencimento coletivo. Por isso a leitura proposta no enunciado é historicamente sustentada.

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