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Questão FC116661

Texto Minha condição humana me fascina. Conheço o limite de minha existência e ignoro por que estou nesta terra, mas às vezes o pressinto. Pela experiência cotidiana, concreta e in

Interpretação de Textos (Compreensão)

CEBRASPE (CESPE) · 2016

Texto

Minha condição humana me fascina. Conheço o limite de minha existência e ignoro por que estou nesta terra, mas às vezes o pressinto. Pela experiência cotidiana, concreta e intuitiva, eu me descubro vivo para alguns homens, porque o sorriso e a felicidade deles me condicionam inteiramente, mais ainda para outros que, por acaso, descobri terem emoções semelhantes às minhas.

E cada dia, milhares de vezes, sinto minha vida — corpo e alma — integralmente tributária do trabalho dos vivos e dos mortos. Gostaria de dar tanto quanto recebo e não paro de receber. Mas depois experimento o sentimento satisfeito de minha solidão e quase demonstro má consciência ao exigir ainda alguma coisa de outrem. Vejo os homens se diferenciarem pelas classes sociais e sei que nada as justifica. Sonho ser acessível e desejável para todos uma vida simples e natural, de corpo e de espírito.

Recuso-me a crer na liberdade e nesse conceito filosófico. Eu não sou livre, e sim às vezes constrangido por pressões estranhas a mim, outras vezes por convicções íntimas. Ainda jovem, fiquei impressionado pela máxima de Schopenhauer: “O homem pode, é certo, fazer o que quer, mas não pode querer o que quer”; e hoje, diante do espetáculo aterrador das injustiças humanas, essa moral me tranquiliza e me educa.

Albert Einstein. Como vejo o mundo. Rio de Janeiro: Nova Frontei ra, 2015 (com adaptações).

Com relação ao texto, julgue o item a seguir.

A justificativa do autor para sua descrença em relação à liberdade inclui a existência de razões tanto íntimas quanto exteriores que lhe tolhem a liberdade.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Análise da Questão: Para compreendermos a afirmativa do autor sobre a liberdade, devemos analisar atentamente suas palavras: "Eu não sou livre, e sim às vezes constrangido por pressões estranhas a mim, outras vezes por convicções íntimas". Aqui, Einstein expressa sua crença de que a liberdade humana é ameaçada por fatores tanto internos quanto externos. As pressões externas referem-se a influências sociais, contextos culturais e situações que fogem ao controle do indivíduo, enquanto as convicções íntimas se referem a valores e crenças pessoais que podem limitar a liberdade de escolha. Portanto, ele argumenta que essas camadas de constrangimentos não apenas existem, mas também são determinantes para sua visão da liberdade, que ele considera ilusória. Dessa forma, a justificativa apresentada na questão está CERTA, uma vez que reafirma que a falta de liberdade do autor é influenciada por forças que vão além de sua própria vontade e também por suas convicções internas.

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