Questão FC129652
A Europa viveu uma revolução cultural — a Renascença — nos séculos XV e XVI, nos quais muito dos antigos saberes do continente foi recuperado e um novo espírito de curiosidade cien
Sintaxe
CEBRASPE (CESPE) · 2014
Philip Parker. Guia Ilustrado Zahar: história
mundial. Rio de Janeiro: Zahar, 2011, p. 216-7.
O momento das descobertas foi também o momento das rupturas. Ao lado das invenções técnicas, que permitiram as aventuras dos navegantes, transformações nas estruturas materiais e mentais deram início ao que a filosofia e a história chamam de “liberação do indivíduo”, tirando-o do anonimato medieval: “divinização do homem e humanização de Deus”.
Avança a circulação das ideias, com a descoberta, por Gutenberg, do processo de impressão por meio de tipos móveis, com a multiplicação dos livros e o aparecimento da imprensa escrita.
Adauto Nunes. Experiência e destino. In: Adauto Nunes (Org.). A descoberta do
homem e do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p.10-1 (com adaptações).
Tendo como referência os fragmentos de texto acima, e considerando a inserção do Brasil no capitalismo nascente e a produção dos seus espaços geográficos, julgue o item e assinale a opção correta no item 20, que é do tipo C.
No segundo fragmento de texto, os termos “do homem” e “de Deus”, na linha 6, dado que exercem função de complemento nominal, não poderiam corretamente ser substituídos, respectivamente, pelos adjetivos cognatos humana e divina.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
A frase apresenta as locuções "divinização do homem" e "humanização de Deus" em que os trechos "do homem" e "de Deus" funcionam como complemento nominal, ligados aos substantivos abstratos divinização e humanização pela preposição de. Semânticamente têm valor passivo, isto é, indicam o paciente da ação: o homem é divinizado, Deus é humanizado.
Adjetivos como humana e divina não desempenham essa função; eles qualificam o substantivo, atribuindo-lhe uma característica, e não exprimem o paciente da ação. Substituir "do homem" por "humana" ou "de Deus" por "divina" altera a estrutura sintática e o sentido, por isso a substituição é incorreta.
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