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Questão FC129727

A moeda, como hoje é conhecida, é o resultado de uma longa evolução. No início, não havia moeda, praticava-se o escambo. Algumas mercadorias, pela sua utilidade, passaram a ser mai

Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes Relativos, Conjunções, etc)

CEBRASPE (CESPE) · 2014

A moeda, como hoje é conhecida, é o resultado de uma longa evolução. No início, não havia moeda, praticava-se o escambo. Algumas mercadorias, pela sua utilidade, passaram a ser mais procuradas do que outras. Aceitas por todos, assumiram a função de moeda, circulando como elemento trocado por outros produtos e servindo para avaliar-lhes o valor. Eram as moedas-mercadorias. O gado, principalmente o bovino, foi dos mais utilizados. O sal foi outra moeda-mercadoria; de difícil obtenção, era muito utilizado na conservação de alimentos. Ambas deixaram marca de sua função como instrumento de troca no vocabulário português, em palavras como pecúnia e pecúlio, capital e salário.

Com o passar do tempo, as mercadorias se tornaram inconvenientes às transações comerciais, devido à oscilação de seu valor, pelo fato de não serem fracionáveis e por serem facilmente perecíveis, o que não permitia o acúmulo de riquezas. Surgiram, então, no século VII a.C., as primeiras moedas com características semelhantes às das atuais: pequenas peças de metal com peso e valor definidos e com a impressão do cunho oficial, isto é, a marca de quem as emitiu e garante o seu valor.

Os primeiros metais utilizados na cunhagem de moedas foram o ouro e a prata. O emprego desses metais se impôs, não só por sua raridade, beleza, imunidade à corrosão e por seu valor econômico, mas também por antigos costumes religiosos. Durante muitos séculos, os países cunharam em ouro suas moedas de maior valor, reservando a prata e o cobre para os valores menores. Esses sistemas se mantiveram até o final do século XIX, quando o cuproníquel e, posteriormente, outras ligas metálicas passaram a ser empregados e a moeda passou a circular pelo seu valor extrínseco, isto é, pelo valor gravado em sua face, que independe do metal nela contido.

Na Idade Média, surgiu o costume de guardar os valores com um ourives, pessoa que negociava objetos de ouro e prata e que, como garantia, entregava um recibo. Esse tipo de recibo passou a ser utilizado para efetuar pagamentos, circulando de mão em mão, e deu origem à moeda de papel. Com o tempo, da forma como ocorreu com as moedas, os governos passaram a conduzir a emissão de cédulas, controlando as falsificações e garantindo o poder de pagamento. Atualmente, quase todos os países possuem bancos centrais, encarregados das emissões de cédulas e moedas.

Internet: <www.bcb.gov.br> (com adaptações).

Julgue o próximo item, relativo às ideias expressas no texto ao lado e a aspectos linguísticos desse texto.

O referente do sujeito da oração “e garante o seu valor” é “marca”.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

A afirmação é errada porque o sujeito da oração “e garante o seu valor” não é a marca, e sim o pronome quem, que retoma o agente emissor.

No fragmento “pequenas peças de metal ... com a impressão do cunho oficial, isto é, a marca de quem as emitiu e garante o seu valor”, a leitura correta é: “a marca de quem as emitiu e [de] quem garante o seu valor”. Ou seja, quem (o emissor) é o sujeito dos verbos emitiu e garante, funcionando como núcleo da oração subordinada.

Sintaticamente, marca está regida da preposição de, não podendo desempenhar o papel de sujeito agente do verbo garante, além de a interpretação semântica indicar que quem garante é o emissor, não a marca em si.

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