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Questão FC129970

Poluição No meio da mata o monstro soltando seus uivos de raiva veneno e poeira. Em volta, os arbustos cobertos de cinza, virando farrapos sem eira nem beira. Mais longe, as morada

Ortografia

CEBRASPE (CESPE) · 2012

Poluição

No meio da mata
o monstro soltando
seus uivos de raiva
veneno e poeira.

Em volta, os arbustos
cobertos de cinza,
virando farrapos
sem eira nem beira.

Mais longe, as moradas
com pele do pó,
cadeias do homem,
fazendo-o mais só.

No céu, cabisbaixo,
o sol a dizer:
“as leis do progresso,
quem pode entender?!”

Maria Dinorah. In: Ver de ver. São Paulo: FTD, 1992, p. 10.

Em relação aos sentidos e aspectos gramaticais do poema acima, julgue o próximo item.

As palavras “pó”, “só” e “céu” são acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

A afirmação é errada porque as três palavras não seguem a mesma regra de acentuação.

As palavras pó e só são monossílabos tônicos e são acentuadas por pertencerem ao grupo de monossílabos tônicos terminados em a(s), e(s), o(s), regra que podemos sintetizar como \( \text{monossílabo tônico terminado em } a,e,o \Rightarrow \text{acento} \).

Já céu não se enquadra nessa regra. Embora também seja monossílabo tônico, sua acentuação decorre do fato de conter um ditongo tônico /eu/, ou seja, o acento marca a tonicidade e a abertura do ditongo, motivo distinto do explicado para pó e só.

Portanto, as acentuações têm fundamentos diferentes, justificando o julgamento ERRADO.

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