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Questão FC130650

A Europa viveu uma revolução cultural — a Renascença — nos séculos XV e XVI, nos quais muito dos antigos saberes do continente foi recuperado e um novo espírito de curiosidade cien

Interpretação de Textos (Compreensão)

CEBRASPE (CESPE) · 2014

A Europa viveu uma revolução cultural — a Renascença — nos séculos XV e XVI, nos quais muito dos antigos saberes do continente foi recuperado e um novo espírito de curiosidade científica assegurou-lhe avanços tecnológicos essenciais, que a colocaram à frente do resto do mundo. As viagens de exploração logo se transformaram em grandes ondas de colonização, que chegaram à maior parte do globo.

Philip Parker. Guia Ilustrado Zahar: história mundial. Rio de Janeiro: Zahar, 2011, p. 216-7.

O momento das descobertas foi também o momento das rupturas. Ao lado das invenções técnicas, que permitiram as aventuras dos navegantes, transformações nas estruturas materiais e mentais deram início ao que a filosofia e a história chamam de “liberação do indivíduo”, tirando-o do anonimato medieval: “divinização do homem e humanização de Deus”.

Avança a circulação das ideias, com a descoberta, por Gutenberg, do processo de impressão por meio de tipos móveis, com a multiplicação dos livros e o aparecimento da imprensa escrita.

Adauto Nunes. Experiência e destino. In: Adauto Nunes (Org.). A descoberta do homem e do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p.10-1 (com adaptações).

Tendo como referência os fragmentos de texto acima, e considerando a inserção do Brasil no capitalismo nascente e a produção dos seus espaços geográficos, julgue o item e assinale a opção correta no item 20, que é do tipo C.

Infere-se dos fragmentos de texto apresentados que a Europa Moderna volta-se radicalmente contra o medievo, o que explica a posição renascentista e da revolução científica do século XVII de negar a existência de Deus.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

Comentário: A afirmação está errada porque, embora a Renascença tenha promovido uma valorização do indivíduo e um afastamento das ideias medievais, isso não implica uma negação total da existência de Deus. Na verdade, muitos pensadores renascentistas buscavam conciliar a razão e a fé, trazendo uma nova perspectiva sobre a divindade, mas não abolindo sua crença. A revolução científica do século XVII também não deve ser vista como uma rejeição à espiritualidade, mas como um avanço no conhecimento que coexistiu com a religiosidade da época.

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