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Questão FC130682

Acho que, se eu não fosse tão covarde, o mundo seria um lugar melhor. Não que a melhora do mundo dependa de uma só pessoa, mas, se o medo não fosse constante, as pessoas se uniriam

Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.

CEBRASPE (CESPE) · 2014

Acho que, se eu não fosse tão covarde, o mundo seria um lugar melhor. Não que a melhora do mundo dependa de uma só pessoa, mas, se o medo não fosse constante, as pessoas se uniriam mais e incendiariam de entusiasmo a humanidade. Mas o que vejo no espelho é um homem abatido diante das atrocidades que afetam os menos favorecidos.

Se tivesse coragem, não aceitaria crianças passarem fome, frio e abandono. Elas nos assustam com armas nos semáforos, pedem esmolas, são amontoadas em escolas que não ensinam, e, por mais que chorem, somos imunes a essas lágrimas.

Sou um covarde diante da violência contra a mulher, do homem contra o homem. E porque os índios estão tão longe da minha aldeia e suas flechas não atingem meus olhos nem o coração, não me importa que tirem suas terras, sua alma. Analfabeto de solidariedade, não sei ler sinais de fumaça. Se tivesse um nome indígena, seria “cachorro medroso”. Se fosse o tal ser humano forte que alardeio, não aceitaria famílias sem terem onde morar.

Sérgio Vaz. Antes que seja tarde. In: Caros Amigos, mai./2013, p. 8 (com adaptações).

Com base na leitura do texto, julgue o item seguinte.

A coerência e a coesão do texto não seriam prejudicadas se o trecho “se o medo não fosse constante, as pessoas (...) a humanidade.” (l.1-2) fosse reescrito da seguinte forma: se o medo não for constante, as pessoas se unirão mais e incendiarão de entusiasmo a humanidade.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A afirmação é CERTA porque a reescrita mantém a correlação verbal que garante coesão e coerência entre as orações condicionais.

No original, o «se o medo não fosse constante» usa o pretérito imperfeito do subjuntivo («fosse»), que se relaciona naturalmente com o futuro do pretérito do indicativo («se uniriam», «incendiariam»). Em termos esquemáticos: \(se + \text{pretérito imperfeito do subjuntivo} \Rightarrow \text{futuro do pretérito}\).

Na versão proposta, «se o medo não for constante» emprega o futuro do subjuntivo («for»), que se vincula ao futuro do presente do indicativo («se unirão», «incendiarão»): \(se + \text{futuro do subjuntivo} \Rightarrow \text{futuro do presente do indicativo}\).

Assim, embora a mudança altere a nuance (do hipotético mais irreal para um futuro possível), não compromete a correlação verbal nem a fluidez e a coerência do texto.

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