Questão FC130686
Nas formas de vida coletiva, podem assinalar-se dois princípios que se combatem e regulam diversamente as atividades dos homens. Esses dois princípios encarnam-se nos tipos do aven
Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
CEBRASPE (CESPE) · 2014
O trabalhador, ao contrário, é aquele que enxerga primeiro a dificuldade a vencer, não o triunfo a alcançar. O esforço lento, pouco compensador e persistente, que, no entanto, mede todas as possibilidades de esperdício e sabe tirar o máximo proveito do insignificante, tem sentido bem nítido para ele. Seu campo visual é naturalmente restrito. A parte maior do que o todo.
Existe uma ética do trabalho, como existe uma ética da aventura. Assim, o indivíduo do tipo trabalhador só atribuirá valor moral positivo às ações que sente ânimo de praticar e, inversamente, terá por imorais e detestáveis as qualidades próprias do aventureiro — audácia, imprevidência, irresponsabilidade, instabilidade, vagabundagem — tudo, enfim, quanto se relacione com a concepção espaçosa do mundo, característica desse tipo.
Por outro lado, as energias e esforços que se dirigem a uma recompensa imediata são enaltecidos pelos aventureiros; as energias que visam à estabilidade, à paz, à segurança pessoal e aos esforços sem perspectiva de rápido proveito material passam-lhes, ao contrário, por viciosos e desprezíveis. Nada lhes parece mais estúpido e mesquinho do que o ideal do trabalhador.
Cada um dos itens abaixo apresenta uma proposta de reescrita de trecho do texto — indicado entre aspas —, que deve ser julgada certa se estiver gramaticalmente correta, ou errada, em caso contrário.
“Nada lhes parece (...) do trabalhador” (linha 17): A eles nada parece mais estúpido e mesquinho que o ideal do trabalhador.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
A frase foi julgada CERTO porque a reescrita é gramaticalmente aceitável: "A eles nada parece mais estúpido e mesquinho que o ideal do trabalhador."
Sintaticamente, "A eles" funciona como termo oblíquo pré-posicionado e não compromete a oração; "nada" é sujeito e "parece" é predicado verbal, concordando corretamente.
Quanto ao comparativo, o uso de "que" em "mais ... que" é admitido na norma culta como alternativa a "do que", portanto não há erro comparativo nem ambiguidade semântica.
Em suma, a ordem dos termos e as escolhas pronominais e comparativas estão corretas, justificando o julgamento de CERTO.
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