Questão FC194656
Qual dos seguintes elementos NÃO caracteriza a abordagem triangular no contexto do ensino da arte?
Questões sem classificação de assunto (Pedagogia)
Instituto AVALIA · 2023
Ao contextualizar a prática pedagógica da abordagem triangular ver/ler (a obra de arte), contextualizar e o fazer artístico, novas dimensões emergem, considerando a realidade e o percurso histórico do ensino da arte no Brasil. A abordagem triangular, nesse contexto, assume a forma de um zigue-zague em nossas práticas, desdobrando-se na dimensão/relação e no processo de ensino-aprendizagem sujeito/objeto. Nesse cenário, todas as pessoas envolvidas tornam-se protagonistas e mediadas para um pensamento crítico e libertário, revelando as epistemologias fundamentais do pensamento freiriano e os cruciais atravessamentos para o ensino da arte.
Não se trata de um triângulo engessado, mas de um triângulo que se desmonta, assemelhando-se à obra "Bichos" (1960), de Lygia Clark, na qual a artista cria pequenas feras ou animais que, de alguma forma, assumem formas animadas ou vivas. Analogamente à escultura da artista, a abordagem triangular transfigura-se conforme as realidades em processo de aprendizado, visando à leitura, à produção, ao pensamento crítico, à reflexão sobre a arte e suas poéticas e territorialidades.
Qual dos seguintes elementos NÃO caracteriza a abordagem triangular no contexto do ensino da arte?
- A interrelação entre ver/ler, contextualizar e o fazer artístico.
- A rigidez de um triângulo imutável.
- A centralidade do sujeito/objeto no processo de ensino-aprendizagem.
- O papel do pensamento crítico e libertário na prática pedagógica.
- A transfiguração dinâmica da abordagem triangular conforme as realidades educacionais e as poéticas artísticas em evolução.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A rigidez de um triângulo imutável não caracteriza a abordagem triangular no ensino da arte. Isso se deve ao fato de que a abordagem proposta é dinâmica e fluida, refletindo as diversas realidades e contextos dos alunos e suas interações com a arte.
Na prática pedagógica, essa rigidez se opõe à ideia de que as experiências de aprendizagem devem ser abertas a interpretações, a contextos históricos e culturais, e às relações subjetivas que cada indivíduo estabelece com a obra de arte.
Além disso, a metáfora do triângulo é utilizada para simbolizar a relação entre sujeito, objeto e contexto, permitindo que essas dimensões se desloquem e se reconstruam conforme o processo de ensino-aprendizagem avança. Portanto, visão de um triângulo fixo limita a possibilidade de um pensamento crítico e libertário que é essencial na metodologia freiriana.
Assim, enquanto a obra de Lygia Clark e sua noção de brincar com formas abrem caminhos de interação e transformação, a abordagem triangular no ensino da arte também segue esse caminho, tornando-se um espaço de criação e redescoberta.
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