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Questão FC201007

Sob o poder do monopólio, toda cultura de massa é idêntica, e seu esqueleto, a ossatura conceitual fabricada por aquele, começa a se delinear. Os dirigentes não estão mais sequer m

Princípios de Sociologia

FGV · 2022

Sob o poder do monopólio, toda cultura de massa é idêntica, e seu esqueleto, a ossatura conceitual fabricada por aquele, começa a se delinear. Os dirigentes não estão mais sequer muito interessados em encobri-lo, seu poder se fortalece quanto mais brutalmente ele se confessa de público. O cinema e o rádio não precisam mais se apresentar como arte. A verdade de que não passam de um negócio, eles a utilizam como uma ideologia destinada a legitimar o lixo que propositalmente produzem.

 

ADORNO e HORKHEIMER. Dialética do Esclarecimento, RJ: Zahar Editor, 1985. p. 100.

 

No trecho, Adorno e Horkheimer criticam

  1. o desenvolvimento sem precedentes de novas tecnologias, que impõem uma nova divisão do trabalho.
  2. a indústria cultural, cujo poder reside em condicionar conteúdos e formas de fruição do consumo massificado.
  3. a eficiência, previsibilidade e calculabilidade tecnológicas, que aplicadas à arte vulgarizam o seu valor.
  4. a divisão do trabalho e seus efeitos sobre a solidariedade social, uma vez que rompe o tecido orgânico social.
  5. a racionalidade unidimensional imposta pela sociedade industrial, que desencanta o mundo.
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Gabarito

B

Comentário do professor

O gabarito da questão, a alternativa B, aborda o conceito de Indústria Cultural, que é fundamental para a crítica que Adorno e Horkheimer fazem à cultura de massa.

Na visão dos autores, a Indústria Cultural refere-se à produção de bens culturais que se tornam mercadorias, onde o lucro é a principal motivação. Assim, a cultura, que antes poderia ser vista como uma forma de arte e expressão, é transformada em um produto que é consumido em massa.

Essa transformação resulta na padronização das produções culturais, eliminando a diversidade e a originalidade em favor de conteúdos que atendam à lógica do mercado. A indústria cultural se torna uma poderosa ferramenta que condiciona tanto os conteúdos quanto as formas como as pessoas consomem essas produções.

Assim, o poder não se encontra apenas na capacidade de produzir bens culturais, mas na habilidade de moldar e controlar as preferências do público, levando à repetição de fórmulas que maximizam o lucro, mas empobrecem a experiência cultural.

Dessa forma, a alternativa B sintetiza a crítica de Adorno e Horkheimer sobre como a indústria cultural manipula e uniformiza a cultura, focando no condicionamento do consumo pelas lógicas do mercado.

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