Questão FC202618
A nova-velha morfologia do trabalho reconfigura o trabalho social de diferentes categorias profissionais, entre elas a dos assistentes sociais. No que se refere às condições e às r
Debate Contemporâneo em Serviço Social
FGV · 2025
A nova-velha morfologia do trabalho reconfigura o trabalho social de diferentes categorias profissionais, entre elas a dos assistentes sociais.
No que se refere às condições e às relações de trabalho, os assistentes sociais, na condição de trabalhadores(as) assalariados(as), são submetidos(as) aos mesmos processos de degradação e violação de direitos que sofre o conjunto da classe trabalhadora, no interior da heterogeneidade que a caracteriza. Essa heterogeneidade — que tipifica o processo continuado de reestruturação produtiva do trabalho e do capital, caracterizado pelas diversas formas de contratação, de organização e de processamento do trabalho — expressa
- a mundialização do sistema de metabolismo antissocial do capital, que se manifesta nos mesmos moldes desde os anos 1930.
- a “uberização” do trabalho, como vem sendo denominado esse amplo movimento de mudanças que atinge o trabalho no capitalismo contemporâneo.
- a nacionalização da precarização do trabalho como uma fatalidade, em tempos de ampliação neoliberal, tanto no centro quanto na periferia dependente.
- a mundialização da precarização do trabalho como um requisito inerente ao capitalismo, sem alterações históricas significativas.
- a assunção de novas manifestações do trabalho baseadas em metas de produtividade e remuneração diferenciada, promovendo alianças entre capital e trabalho.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A alternativa correta afirma que há uma “uberização” do trabalho, um movimento abrangente que impacta as relações laborais na era contemporânea do capitalismo.
Esse conceito está associado à transformação das formas de trabalho impulsionadas por tecnologias digitais e plataformas online. Na prática, a “uberização” representa a desagregação das relações clássicas de emprego, levando a um modelo de trabalho mais informal, individualizado e marcado por metas rígidas de produtividade.
Além disso, esse fenômeno afeta diretamente a proteção social que os trabalhadores tradicionalmente desfrutavam. Com a “uberização”, muitos assistentes sociais e demais profissionais se veem submetidos a condições que resultam na precarização do trabalho.
Essa nova lógica não apenas propõe um aumento da produtividade, mas também acentua a exploração e a insegurança para os trabalhadores, que agora enfrentam a submissão a algoritmos e a pressão constante por resultados rápidos.
Portanto, a alternativa correta é precisa ao identificar a “uberização” do trabalho como uma dinâmica central na reconfiguração das relações laborais contemporâneas, refletindo a intensificação da desigualdade e da exploração características do capitalismo atual.
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