Questão FC202624
Falar de trabalho, hoje, remete obrigatoriamente ao teletrabalho, ao trabalho por turno, ao trabalho temporário e às formas de uberização, “individualizadas e invisibilizadas, assu
Debate Contemporâneo em Serviço Social
FGV · 2024
Falar de trabalho, hoje, remete obrigatoriamente ao teletrabalho, ao trabalho por turno, ao trabalho temporário e às formas de uberização, “individualizadas e invisibilizadas, assumindo, assim, a aparência de ‘prestação de serviços’ e obliterando as relações de assalariamento e de exploração do trabalho.”
(ANTUNES, 2020).
A precarização tornou-se uma marca do trabalho, seja ele manual ou intelectual, em países ricos ou pobres. Mas, para os países ricos, certas relações, a exemplo do trabalho informal, é uma novidade.
O trabalho sem proteção social, contemporaneamente, em alguns países centrais, foi inaugurado
- na crise da bolsa de Nova York iniciada em 1929.
- pelas oligarquias que movimentaram o capital monopolista.
- pela reestruturação produtiva do capital, sob os auspícios da flexibilização, ofertada como uma das principais políticas para a solução da crise.
- na vigência do modelo taylorista-fordista.
- concomitantemente ao declínio da reestruturação produtiva do capital.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
Vamos analisar a alternativa correta (C):
C) pela reestruturação produtiva do capital, sob os auspícios da flexibilização, ofertada como uma das principais políticas para a solução da crise.
A escolha dessa alternativa reflete um momento histórico crucial nas relações de trabalho contemporâneas. A reestruturação produtiva do capital marca uma transformação na dinâmica econômica e social, onde a flexibilização é apresentada como uma resposta às crises.
Essa flexibilização envolve a desregulamentação das relações trabalhistas e a adoção de práticas que visam reduzir custos. O resultado é uma precarização das condições de trabalho, refletindo na perda de direitos e no aumento da vulnerabilidade dos trabalhadores, tanto em países ricos quanto em países em desenvolvimento.
Portanto, a alternativa afirma que a flexibilização é um elemento central para entender como o capital busca adaptar-se às crises em sua própria estrutura, ao mesmo tempo que desconsidera a proteção social dos trabalhadores, privilegiando a maximização de lucros em detrimento do bem-estar laboral.
Esse contexto evidencia a necessidade de se debater as condições de trabalho e os direitos dos trabalhadores, que se tornam ainda mais invisíveis e individualizados na era da uberização e do teletrabalho.
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