Questão FC202630
Partindo da concepção de que a “questão social” é a base da requisição profissional do Serviço Social, Iamamoto (2002), no que se refere à análise da “questão social” no cotidiano
Debate Contemporâneo em Serviço Social
FGV · 2024
Partindo da concepção de que a “questão social” é a base da requisição profissional do Serviço Social, Iamamoto (2002), no que se refere à análise da “questão social” no cotidiano profissional, chama a atenção para uma dupla armadilha. Assinale a opção que a apresenta.
- Trabalhar a nova questão social atuando na mediação dos usuários e seus benefícios e a ação direta com os usuários com as atividades mobilização e participação social.
- Um conjunto de ações a serem desenvolvidas que não guardam relação com a ‘questão social” e a capacidade propositiva dos profissionais, com ênfase na investigação da realidade.
- A pulverização e a fragmentação da “questão social” e um discurso genérico com uma visão indiferenciada da “questão social”.
- Pautar-se nas ações profissionais orientadas pelos fundamentos teórico-metodológicos, ético-políticos e técnico-operativos e a referência ao projeto profissional do Serviço Social.
- Decifrar as novas roupagens da “questão social” em decorrência dos processos históricos que a redimensionam e o desvelamento das condições de vida dos sujeitos que são atendidos nos diversos serviços.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
C) A pulverização e a fragmentação da "questão social" e um discurso genérico com uma visão indiferenciada da "questão social".
Esta alternativa descreve com precisão as duas armadilhas destacadas por Iamamoto na análise da "questão social" no contexto do Serviço Social.
A primeira armadilha refere-se à pulverização e fragmentação da "questão social". Isso significa que, ao se tratar a questão social de forma fragmentada, corre-se o risco de desconsiderar a interconexão entre os diversos problemas enfrentados pelos indivíduos e grupos sociais. Nesse cenário, os problemas são atribuídos exclusivamente aos indivíduos e suas famílias, sem reconhecer as causas estruturais e coletivas que fundamentam essas dificuldades. Essa abordagem limita a compreensão da questão social e isenta a sociedade das suas responsabilidades na produção de desigualdades.
A segunda armadilha diz respeito a um discurso genérico, que pinta uma visão unidimensional da "questão social". Ao adotar essa perspectiva, perde-se a riqueza e a complexidade das experiências vividas pelos sujeitos sociais. A análise genérica apaga as particularidades e profundidades da "questão social", o que é crucial para entender as nuances e as realidades concretas enfrentadas pelos indivíduos e grupos.
Assim, a alternativa correta não só sintetiza as advertências de Iamamoto, como também ressalta a necessidade de uma análise crítica e contextualizada da "questão social", fundamental para o trabalho do assistente social.
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