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Questão FC202836

Natália, assistente social, atende um casal em litígio devido à guarda compartilhada de seu filho menor. Em situações como essa, uma das providências em primeira instância é proced

Direitos Humanos e Serviço Social

FGV · 2024

Natália, assistente social, atende um casal em litígio devido à guarda compartilhada de seu filho menor. Em situações como essa, uma das providências em primeira instância é proceder a uma mediação familiar.

 

Nesse processo, o papel do assistente social, de acordo com Fávero e Mazuelos (2010), é:

  1. acolher a família e ouvir sua história, buscando entender os pontos conflitantes a partir da realização de entrevistas individuais para exarar um parecer no qual determina a melhor resolução do atrito;
  2. estudar a situação apresentada, mediante instrumental técnico-operativo, podendo decidir qual/quais envolvido(s) deve(m) ser orientado(s) sobre o trâmite processual, caso ocorra um eventual processo jurídico;
  3. utilizar como metodologia a imparcialidade posta pelo direito positivo, pois somente esse tipo de abordagem e avaliação permite a defesa e a garantia de direitos da família e seus integrantes;
  4. atuar como facilitador para que os participantes compartilhem as informações relevantes a respeito da questão deflagradora do conflito, reflitam sobre suas causas, tenham acesso à informação e construam opções para lidar com ele;
  5. trabalhar imprescindivelmente vinculado a uma equipe transdisciplinar que intervém na dinâmica familiar apresentada a fim de promover a escuta qualificada em torno da situação provocadora do conflito.
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Gabarito

D

Comentário do professor

Na mediação familiar, o assistente social desempenha um papel fundamental como facilitador. A alternativa correta destaca que ele deve ajudar os participantes a:

Compartilhar informações relevantes sobre o conflito em questão. Isso é essencial para que todos os envolvidos consigam expressar suas preocupações e se sintam ouvidos.

Além disso, o assistente social propõe que os participantes reflictam sobre as causas do conflito. Essa reflexão é vital para que as partes compreendam não apenas o problema imediato, mas também as raízes que o sustentam.

Outro ponto importante mencionado é que os participantes devem ter acesso à informação. O assistente social deve fornecer dados e contextos que possam ajudar na compreensão da situação, promovendo um ambiente de transparência e confiança.

Por fim, o objetivo é que, com a facilitação do assistente, os participantes consigam construir opções para lidar com o conflito. A ideia aqui é que a solução não seja imposta, mas sim fruto de um diálogo colaborativo, onde todos se sintam parte do processo de resolução.

Assim, a alternativa D encapsula a essência do papel do assistente social na mediação familiar, que vai além de uma abordagem técnica e busca promover um processo participativo e emancipatório.

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