Questão FC203148
A ofensiva neoliberal implicou em uma série de transformações no padrão de respostas à “questão social”, reordenando os espaços sócio-ocupacionais do assistente social, à medida qu
Políticas Públicas e Serviço Social
FGV · 2024
A ofensiva neoliberal implicou em uma série de transformações no padrão de respostas à “questão social”, reordenando os espaços sócio-ocupacionais do assistente social, à medida que reconfigura significativamente o campo das políticas sociais, mediante as tendências de
- imediatismo, destruição e reconhecimento de direitos.
- universalização, focalização e gerencialismo.
- redistributividade, vulnerabilização e pragmatismo.
- privatização, mercantilização e refilantropização.
- racionamento, cooperativismo e uniformização.
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Gabarito
D
Comentário do professor
A alternativa d) apresenta as tendências centrais do neoliberalismo no campo das políticas sociais: privatização, mercantilização e refilantropização. Cada um desses termos reflete uma mudança significativa nas abordagens e práticas da assistência social.
Privatização refere-se à transferência de responsabilidades e serviços que eram tradicionalmente desempenhados pelo Estado para a iniciativa privada. Isso significa que serviços essenciais, como saúde e educação, muitas vezes são entregues a empresas ou organizações não governamentais, com o propósito de reduzir custos públicos. Essa mudança pode vulnerabilizar o acesso aos direitos sociais, uma vez que esses serviços ficam sujeitos à lógica do mercado.
Mercantilização diz respeito à transformação de direitos e serviços sociais em mercadorias que são compradas e vendidas. Isso ocorre quando a assistência social se torna algo acessível apenas conforme a capacidade de pagamento dos indivíduos. Como resultado, direitos que deveriam ser universais e garantidos a todos são convertidos em produtos que são oferecidos mediante um valor econômico.
Por último, a refilantropização indica uma ressignificação do tratamento da pobreza e da vulnerabilidade social, que volta a ser abordado por meio de práticas filantrópicas. Essas iniciativas, frequentemente caritativas, não têm compromisso com a universalização dos direitos e podem reforçar a ideia de que a assistência é um favor, e não um direito. Esse retorno à filantropia, em vez de fortalecer a seguridade social, fragiliza as políticas públicas e alivia o Estado de suas responsabilidades.
Assim, a combinação de privatização, mercantilização e refilantropização emergiu como uma resposta incoerente às demandas sociais contemporâneas, gerando novos desafios para os assistentes sociais, que se veem cada vez mais diante de um cenário em que suas práticas estão interligadas a interesses mercadológicos.
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