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Questão FC203151

Quando pensamos em emancipação, uma das primeiras ideias remete, geralmente, à esfera legal, àquilo que é disposto nas leis. Segundo o Código Civil Brasileiro (BRASIL, 2002), a ema

Políticas Públicas e Serviço Social

FGV · 2024

Quando pensamos em emancipação, uma das primeiras ideias remete, geralmente, à esfera legal, àquilo que é disposto nas leis. Segundo o Código Civil Brasileiro (BRASIL, 2002), a emancipação acontece, regularmente, aos 18 anos, quando as pessoas são consideradas aptas para a prática de todos os atos da vida civil.

 

De algum tempo para cá, tornou-se corrente no campo de algumas ações governamentais que têm a juventude como foco sua qualificação como políticas emancipadoras ou emancipatórias. Uma importante medida, no sentido da consolidação do termo tanto na esfera legal quanto no campo das políticas públicas, relaciona-se ao fato de o Estatuto da Juventude (BRASIL, 2013) destacar, desde seus artigos iniciais, a promoção da autonomia e emancipação juvenis com um dos princípios norteadores das políticas públicas direcionadas para os jovens. De acordo com o Estatuto da Juventude, a emancipação juvenil diz respeito à “trajetória de inclusão, liberdade e participação do jovem na vida em sociedade” (Art. 2º, parágrafo único).

 

Sobre esse aspecto, observa-se que muito do que se tem definido como políticas emancipatórias no campo da juventude emerge da contraposição dessas às chamadas políticas

  1. revolucionárias, que analisam a exclusão social entre grande parte dos jovens dos estratos marginalizados da população; pautada na imediaticidade das respostas às demandas apresentadas.
  2. tradicionais, conservadoras, que não consideram a juventude no seu conjunto, como sujeito de direitos em todas as instâncias da vida social.
  3. progressistas, com ações focadas fundamentalmente nos interesses dos grupos juvenis que ainda sofrem com as formas mais graves e violentas de exclusão social.
  4. contemporâneas, cujo foco prioriza o atendimento as necessidades da vida cotidiana experenciadas pela juventude nos grandes centros urbanos.
  5. pós modernas, que combinam mecanismos de proteção social e ações que gerem oportunidades de inserção profissional, societária e cultural para uma parcela da juventude, especialmente a da área rural.
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Gabarito

B

Comentário do professor

B) tradicionais, conservadoras, que não consideram a juventude no seu conjunto, como sujeito de direitos em todas as instâncias da vida social.

A alternativa correta se refere a políticas emancipatórias, que se opõem às políticas tradicionais e conservadoras. As políticas tradicionais normalmente tratam a juventude de forma homogênea, sem reconhecer suas diversidades e especificidades.

Essas políticas conservadoras tendem a ser compensatórias, focando apenas em remediar problemas imediatos, sem abordar as causas estruturais de exclusão e desigualdade. Esse tipo de abordagem não promove a autonomia e a participação ativa da juventude na sociedade.

Por outro lado, as políticas emancipatórias valorizam a juventude como um sujeito de direitos, enfatizando a liberdade, a inclusão e a participação. Estas políticas buscam transformar a realidade social, oferecendo aos jovens oportunidades para se tornarem protagonistas de suas trajetórias.

Dessa forma, a alternativa B destaca a importância de reconhecer a juventude como um ator social, com direitos que vão além de meras ações assistencialistas, promovendo uma verdadeira emancipação juvenil.

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