Questão FC203222
No Brasil, as questões relacionadas ao uso e abuso do álcool e outras drogas só começaram a ser abordadas, no campo da justiça, no século XX. A partir dos anos 1970 é que esse tema
Políticas Públicas e Serviço Social
FGV · 2024
No Brasil, as questões relacionadas ao uso e abuso do álcool e outras drogas só começaram a ser abordadas, no campo da justiça, no século XX. A partir dos anos 1970 é que esse tema começa a ser estudado pela Medicina.
Para Barcellos & Duarte (2020), esta díade, no que concerne aos usuários de álcool e outras drogas, reforça um processo de
- criminalização e tratamento.
- cuidado e assistência.
- patologização e exlusão do convívio social.
- desospitalizaçãoo e cidadania.
- reabilitação e repressão.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
A alternativa correta é a letra C: patologização e exclusão do convívio social.
Esse conceito é fundamental para entendermos a trajetória das políticas relacionadas ao uso de álcool e outras drogas no Brasil, especialmente a partir da década de 1970. Como afirmam Barcellos e Duarte (2020), o uso de substâncias é progressivamente visto sob uma perspectiva médica, o que leva à patologização do usuário. Isso significa que os indivíduos que fazem uso de drogas passam a ser identificados como doentes, necessitando de tratamento médico.
Essa transformação em doente não é apenas uma mudança de terminologia, mas sim um aprofundamento do controle social. A partir deste momento, o discurso médico torna-se uma justificativa para a intervenção na vida desses indivíduos, caracterizando-os como pessoas que não têm a capacidade de decidir sobre sua própria saúde e bem-estar. Essa visão cria um estigma e contribui para a exclusão desses usuários do convívio social.
A exclusão se manifesta de várias formas, como por exemplo, a internação em instituições psiquiátricas. Esses espaços, em vez de funcionarem como ambientes de cura e reabilitação, muitas vezes servem para isolar o usuário da sociedade, reforçando sua condição de marginalização. Portanto, a combinação de patologização e exclusão evidencia uma forma de controle social que transforma a mera utilização de substâncias em um problema que deve ser tratado com intervenções que muitas vezes desconsideram os direitos e a autonomia do indivíduo.
Assim, a díade patologização e exclusão revela uma crítica essencial às formas de lidar com a questão das drogas, que, em vez de buscar soluções inclusivas e respeitosas, se baseia em paradigmas punitivos e excludentes.
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