Questão FC203247
Os princípios sobre os quais se estruturou o relatório “As Causas Sociais das Iniquidades em Saúde no Brasil” (2008), estão listados a seguir, à exceção de um. Assinale-o.
Políticas Públicas e Serviço Social
FGV · 2023
Os princípios sobre os quais se estruturou o relatório “As Causas Sociais das Iniquidades em Saúde no Brasil” (2008), estão listados a seguir, à exceção de um. Assinale-o.
- Enfrentar as iniquidades em saúde persistentes no Brasil.
- Fundamentar suas análises e recomendações em sólidas evidências científicas.
- Identificar que renda e escolaridade não estão associadas aos resultados de saúde.
- Construir modelos para esquematizar as relações entre os vários níveis de determinantes sociais e a situação de saúde.
- Analisar como as mudanças na estrutura etária, principalmente o peso relativo dos idosos, têm impacto na definição de políticas públicas.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
Vamos analisar a alternativa incorreta identificada, que afirma: “Identificar que renda e escolaridade não estão associadas aos resultados de saúde.”
Essa afirmação é factualmente errada e contraria os princípios fundamentais do relatório As Causas Sociais das Iniquidades em Saúde no Brasil (2008). O relatório, elaborado pela Comissão Nacional sobre Determinantes Sociais da Saúde (CNDSS), evidencia a relação direta entre renda e escolaridade e os resultados em saúde.
Primeiramente, a renda é um determinante social fundamental. Uma maior renda possibilita acesso a melhores condições de vida e de saúde, como alimentação adequada, moradia digna e serviços de saúde de qualidade. Assim, populações de maior renda tendem a ter melhores indicadores de saúde.
Em relação à escolaridade, ela está intimamente ligada à capacidade de compreender e usar informações sobre saúde, ao acesso a empregos que oferecem benefícios e à possibilidade de permanecer em ambientes saudáveis. Individuals com maior nível educacional geralmente fazem escolhas de saúde mais informadas e têm maior acesso à informação sobre prevenção de doenças.
A negação da associação entre esses fatores e a saúde ignora um vasto conjunto de evidências científicas que demonstram que a redução das desigualdades sociais em saúde passa, obrigatoriamente, pelo enfrentamento de questões como a renda e a escolaridade. Portanto, ao afirmar que renda e escolaridade não estão associadas aos resultados de saúde, se desconsideram os dados e as análises que sustentam as bases do relatório.
Por fim, o relatório enfatiza a importância de abordar as iniquidades sociais como um aspecto central das políticas públicas de saúde, reforçando que a promoção da equidade exige um olhar atento para as condições sociais que determinam a saúde da população.
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