Questão FC213508
Comentando uma conferência realizada por economistas recentemente, o portal do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) publicou a seguinte notícia: O Brasil é marcado por a
História do Brasil
CESGRANRIO · 2024
Comentando uma conferência realizada por economistas recentemente, o portal do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) publicou a seguinte notícia:
O Brasil é marcado por altos níveis de desigualdade e o primeiro estudo investiga o papel crescente do Estado na redistribuição de renda. A pesquisa examinou o impacto das políticas públicas sociais no país, analisando o sistema tributário e os programas de transferência de renda e seus efeitos sobre a desigualdade e a pobreza durante as primeiras décadas do século XXI.
O Brasil é conhecido por sua alta concentração de renda, onde o 1% mais rico da população detém 28,3% da renda total, tornando-o um dos países mais desiguais do mundo.
ESTUDOS revelam impacto da distribuição da renda no Brasil. Portal do IPEA, 4 ago. 2023. Disponível em: https://www.ipea.gov.br/portal/ categorias/45-todas-as-noticias/noticias/13909-estudos-revelam-impacto-da-redistribuicao-de-renda-no-brasil, s/p. Acesso em: 2 mar. 2024.
Considerando-se o legado histórico da segunda metade do século XX e os dados presentes no texto, nota-se que houve a
- manutenção das desigualdades sociais, apesar dos ciclos de desenvolvimento econômico.
- implementação com eficiência de políticas anticíclicas e desenvolvimentistas nos anos 1990.
- aplicação sistemática de medidas de privatização e desregulamentação na década de 1970.
- extinção gradual dos institutos de seguridade social do país após a redemocratização.
- vigência da estagnação e da hiperinflação na era do “milagre econômico”.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Alternativa correta: manutenção das desigualdades sociais, apesar dos ciclos de desenvolvimento econômico.
O enunciado e os dados (por exemplo, que o 1% mais rico detém 28,3% da renda) indicam que, mesmo em períodos de crescimento ou de políticas de modernização econômica, a distribuição de renda no Brasil não se equilibrou.
Na segunda metade do século XX houve ciclos distintos — crescimento acelerado em determinados momentos e crises em outros — mas esses ciclos não alteraram estruturalmente fatores como:
- concentração histórica de renda e terra;
- forte participação da renda de capital em detrimento da renda do trabalho;
- elevada informalidade e precariedade do mercado de trabalho;
- sistema tributário e previdenciário que, por muito tempo, não promoveram redistribuição suficiente.
Por isso, mesmo com avanços pontuais e com a ampliação posterior de programas sociais, o legado é o da persistência das desigualdades, o que torna correta a alternativa que afirma sua manutenção ao longo dessas décadas.
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