Questão FC223955
Quando é possível fazer diversificação combinando 2 ou mais ativos na montagem de uma carteira de investimentos, em relação às correlações entre os pares destes ativos, pode-se afi
Riscos Financeiros, Teoria do Portfólio e Modelos de Gestão
CESGRANRIO · 2007
Quando é possível fazer diversificação combinando 2 ou mais ativos na montagem de uma carteira de investimentos, em relação às correlações entre os pares destes ativos, pode-se afirmar que o ideal é que a(s):
- soma das correlações seja igual ao número de ativos.
- correlações sejam altas, próximas a 1.
- correlações sejam as mesmas de um par de ativo para outro.
- correlações sejam baixas, se possível negativas.
- correlações sejam indeterminadas.
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Gabarito
D
Comentário do professor
Correlações baixas, idealmente negativas, são desejáveis porque a diversificação reduz o risco quando os ativos não se movem em conjunto.
Correlação mede o grau em que dois ativos variam simultaneamente, com valores entre -1 e 1: quanto menor o coeficiente, menor a tendência de movimentos sincronizados.
Na carteira de dois ativos, a variância é dada por \( \sigma_p^2 = w_1^2\sigma_1^2 + w_2^2\sigma_2^2 + 2w_1w_2\sigma_1\sigma_2\rho_{12} \). Note que o termo final depende de \( \rho_{12} \).
Se \( \rho_{12} \) for baixo ou negativo, o termo de covariância diminui, reduzindo \( \sigma_p^2 \). Com correlação negativa forte (<0) pode haver compensação mútua dos retornos, baixando muito o risco—no extremo \( \rho=-1 \) há hedge perfeito.
Portanto, escolher ativos com correlações baixas/negativas aumenta a eficiência da carteira, entregando menor risco para um dado retorno esperado.
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