Questão FC228358
O período que compreende os anos de 1925 a 1942 representa o auge do ensino da Sociologia na escola secundária do Brasil, pois seu prestígio saiu do cenário acadêmico, atingindo o
Princípios de Sociologia
FGV · 2025
O período que compreende os anos de 1925 a 1942 representa o auge do ensino da Sociologia na escola secundária do Brasil, pois seu prestígio saiu do cenário acadêmico, atingindo o cotidiano das classes médias ilustradas. Ademais, durante os anos de 1942 a 1960, a importância da Sociologia declina-se. Surge o medo da ciência social, pois poderia ser subversiva. As circunstâncias do Estado Novo representaram um obstáculo ao florescimento das atividades de ensino e pesquisa em Sociologia.
Alice Anabuki Plancherel e Evelina Antunes F. de Oliveira (org.). Leituras sobre Sociologia no Ensino Médio, 2007. Adaptado.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o ensino de Sociologia no Brasil, afirma-se que
- a oscilação do papel da disciplina de Sociologia na formação dos estudantes está atrelada aos contextos políticos e ideológicos de determinado período.
- a presença da Sociologia no currículo reflete uma valorização pontual, sem que haja implicações mais amplas relacionadas aos projetos educacionais vigentes.
- o ensino da Sociologia foi mantido em diferentes momentos por ser considerado uma ferramenta alinhada às metas nacionais de desenvolvimento.
- as mudanças no espaço da Sociologia nas escolas decorreram principalmente de decisões administrativas do sistema de ensino, com pouca interferência de fatores externos.
- a consolidação da Sociologia como disciplina escolar ocorreu em períodos de maior controle estatal, quando se buscava reforçar a coesão social por meio do currículo.
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Gabarito
A
Comentário do professor
A alternativa aponta corretamente que a oscilação do papel da Sociologia está condicionada por contextos políticos e ideológicos. Mudanças de poder, projetos de Estado e climas intelectuais determinam o espaço dado à disciplina e aos temas permitidos no ensino.
No período de 1925 a 1942 houve um auge: a Sociologia saiu da academia e entrou no cotidiano das classes médias instruídas, quando o ambiente escolar e cultural tolerava abordagens críticas e analíticas.
Já entre 1942 e 1960, o declínio decorre do Estado Novo e do temor da ciência social como potencialmente subversiva, gerando censura, limitações curriculares e retraimento das pesquisas.
Assim, decisões sobre currículo e práticas pedagógicas refletem projetos ideológicos, impactando diretamente a formação dos estudantes.
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