Questão FC228499
Considere o texto sobre a realidade urbana brasileira. Durante os anos 1990, a realidade urbana brasileira apresentava uma nova divisão territorial do trabalho. Evidências empírica
Cultura e Sociedade
CESGRANRIO · 2024
Considere o texto sobre a realidade urbana brasileira.
Durante os anos 1990, a realidade urbana brasileira apresentava uma nova divisão territorial do trabalho. Evidências empíricas permitiram identificar um processo socioespacial devido, em grande medida, à capacidade de atração dos pobres pela metrópole, onde vem engrossar uma demanda de empregos formais e de serviços urbanos que a cidade do capital monopolista não atende. Nesse contexto, identifica-se uma situação constatada por três indicadores: i) o PIB cresce menos nas metrópoles que no país como um todo e em certas áreas de sua região de influência; ii) nas áreas onde o capitalismo amadurece, há tendências à reversão do leque salarial, com certas ocupações menos bem remuneradas envolvendo um maior percentual de trabalhadores na metrópole que no campo; e iii) certos índices de qualidade de vida tendem a ser melhores no interior do que nas regiões metropolitanas. A metrópole não para de crescer. Mas outras regiões crescem mais depressa.
SANTOS, M. Por uma Economia Política da Cidade. São Paulo: Hucitec, 1994. p. 75. Adaptado.
No período referido, por meio dos indicadores mencionados, constata-se o seguinte processo socioespacial:
- rurbanização
- urbanismo rural
- ruralização urbana
- involução metropolitana
- conurbação metropolitana
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Gabarito
D
Comentário do professor
A involução metropolitana descreve o processo socioespacial em que a metrópole, apesar de continuar a crescer demograficamente, perde dinamismo econômico e apresenta piora relativa nas condições sociais.
Isso se manifesta por indicadores como o PIB das metrópoles crescendo menos que o nacional e que áreas de sua região de influência; a reversão do leque salarial, com ocupações menos remuneradas concentrando mais trabalhadores na cidade; e índices de qualidade de vida frequentemente superiores no interior.
O mecanismo envolvido é a atração de população pobre pela metrópole, cuja economia do capital monopolista não absorve totalmente a demanda por empregos e serviços, gerando segmentação e aumento do emprego informal.
Em suma, a involução metropolitana aponta para declínio relativo da capacidade social e produtiva das metrópoles, conforme analisado por Milton Santos.
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