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Questão FC228506

Zygmunt Bauman, em seu livro Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadoria, trata da relação entre consumo e felicidade: “A sociedade de consumidores talvez seja a ú

Cultura e Sociedade

VUNESP · 2025

Zygmunt Bauman, em seu livro Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadoria, trata da relação entre consumo e felicidade: “A sociedade de consumidores talvez seja a única na história humana a prometer felicidade na vida terrena, aqui e agora e a cada ‘agora’ sucessivo. Em suma, uma felicidade instantânea e perpétua. [...] A sociedade de consumidores é avaliada, para o bem ou para o mal, pela felicidade de seus membros – em um grau desconhecido e dificilmente compreensível a qualquer outra sociedade de que se tem registro”. Com base no texto, conclui-se que a promessa mencionada por Bauman

  1. articula a ilusão de satisfação pessoal a uma lógica de consumo contínuo, que exige a renovação perpétua dos desejos.
  2. garante a distribuição equitativa de recursos, tornando o consumo igualmente acessível a todas as classes sociais.
  3. configura uma forma de emancipação social baseada na inclusão plena no mercado consumidor, como garantia de felicidade universal.
  4. proporciona uma felicidade estável e duradoura, independentemente daquilo que se consome ou de quantas vezes se consome.
  5. substitui a centralidade dos bens materiais por experiências subjetivas que dispensam a aquisição de produtos.
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Gabarito

A

Comentário do professor

A alternativa expõe que Bauman vê na promessa de felicidade uma ilusão construída para justificar a circulação contínua de bens e serviços.


Ao prometer uma alegria “instantânea e perpétua”, a sociedade de consumo transforma a satisfação pessoal em algo provisório: cada compra atende o desejo momentaneamente, mas logo esse desejo é substituído por outro.


Desse modo, instala-se uma lógica de consumo contínuo, na qual a renovação constante de produtos e imagens sustenta a procura. A própria ideia de realização passa a depender da repetição do consumo.


Portanto, a promessa baumaniana articula a noção de prazer individual a uma estratégia econômica e cultural que exige a renovação perpétua dos desejos para manter-se.

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