Questão FC228587
Em seu livro Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, Ricardo Antunes analisa a crise do capital: “A denominada crise do fordismo e do keynesianis
Trabalho e Sociedade
VUNESP · 2025
Em seu livro Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, Ricardo Antunes analisa a crise do capital: “A denominada crise do fordismo e do keynesianismo era a expressão fenomênica de um quadro crítico mais complexo. [...] Como resposta à sua própria crise, iniciou-se um processo de reorganização do capital e de seu sistema ideológico”. Diante da crise mencionada, Ricardo Antunes argumenta que a resposta do capital à crise priorizou
- a sustentabilidade ambiental.
- novos padrões de dominação.
- a redução da concorrência global.
- o aumento do investimento público.
- modelos cooperativos de produção.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A expressão novos padrões de dominação resume a tese de Ricardo Antunes: diante da crise do fordismo e do keynesianismo, o capital não apenas buscou recuperar lucratividade, mas reestruturou as formas de comando sobre o trabalho.
Essa reestruturação inclui a flexibilização da produção, a precarização das relações laborais, a intensificação do controle por dispositivos gerenciais e tecnológicos, e a lógica da terceirização e da contratação por prazo determinado.
Esses modos reorganizados de poder exploram a fragmentação e a individualização dos trabalhadores, reduzindo solidariedades coletivas e facilitando o exercício do controle. Ao mesmo tempo, há um esforço ideológico para naturalizar essas mudanças, atribuindo-as à eficiência e ao mérito.
Portanto, a resposta do capital foi estrutural: criar formas mais sutis e versáteis de dominação que asseguram disciplina, extração de mais-valia e reprodução do sistema diante do colapso dos modelos anteriores.
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