Questão FC228606
O luxo é sempre proporcional à desigualdade das fortunas. Se, num Estado, as riquezas são igualmente divididas, não haverá luxo, pois o luxo está baseado nas comodidades que obtemo
Governo e Política
VUNESP · 2025
O luxo é sempre proporcional à desigualdade das fortunas. Se, num Estado, as riquezas são igualmente divididas, não haverá luxo, pois o luxo está baseado nas comodidades que obtemos com o trabalho dos outros. O luxo também é proporcional ao tamanho das cidades, e principalmente da capital; de forma que ele está na razão composta das riquezas do Estado, da desigualdade das fortunas dos particulares e do número de homens que se reúnem em certos lugares. Quanto maior o número de homens reunidos, mais vãos eles se tornam e sentem nascer dentro de si a vontade de se singularizar por meio de pequenas coisas.
(Montesquieu)
Considerando os apontamentos de Montesquieu, o luxo
- materializa a busca pela igualdade social.
- revela o grau de imperfeição da república.
- permite o bem-estar da sociedade civil.
- incentiva a busca por ascensão social.
- indica o esforço individual de progresso.
Mostrar resposta e comentário
Gabarito
B
Comentário do professor
Luxo, segundo Montesquieu, nasce da desigualdade das fortunas, do tamanho das cidades e da concentração de pessoas; é sustentado pelas comodidades obtidas com o trabalho alheio.
Numa república ideal predomina a igualdade e a virtude cívica. Assim, o aparecimento e a intensificação do luxo indicam que essas bases estão corroídas: quanto mais luxo, maior a dependência de privilégios e a perda do espírito público.
Por isso Montesquieu entende o luxo como um indicador: ele revela o grau de imperfeição da república, isto é, mede o quanto a sociedade se afasta do ideal republicano na proporção da desigualdade e da ostentação.
Conteúdo do catálogo FC Concursos · Atualizado em