Questão FC228667
“Eu sabia que meus xapiri não parariam de dançar em volta de meus ossos, que, mesmo queimados e socados, continuariam valendo para eles mais do que ouro. Sabia, também, que me ving
Raça, Etnia e Migração
VUNESP · 2023
“Eu sabia que meus xapiri não parariam de dançar em volta de meus ossos, que, mesmo queimados e socados, continuariam valendo para eles mais do que ouro. Sabia, também, que me vingariam dos brancos que tivessem me assassinado. Porém, ao final, os garimpeiros nunca ousaram vir me matar durante o meu sono. O espírito do antigo ser fantasma Porepatari deve tê-los feito desistir de se aventurar na floresta à noite!”. A defesa da floresta pelos indígenas não se restringe somente a atores físicos, mas também é feita por diversos entes espirituais.
A menção a Porepatari refere-se a
- um ser sobrenatural que dissuade os caminhos dos homens brancos.
- um espírito que ludibria os humanos, fazendo-os beberem um forte veneno e morrerem.
- um espectro que afugenta os humanos com seus cantos mágicos.
- um espectro que persegue os humanos que encontra à noite, flechando-os no estômago.
- um ser sobrenatural que interrompe os caminhos dos homens brancos por meio de sendas sem fim.
Mostrar resposta e comentário
Gabarito
D
Comentário do professor
Porepatari é apresentado como um espectro noturno que persegue seres humanos e os atinge com flechas no estômago. Essa descrição indica uma entidade agressiva e corporalizada na imaginação indígena, capaz de causar dano físico e medo.
Nesse contexto, o papel do Porepatari funciona como um mecanismo simbólico de proteção da floresta: a presença de um guardião sobrenatural desestimula a ação predatória e cria uma fronteira moral e ritual entre o espaço humano e o espaço sagrado da natureza.
Assim, o texto invoca o Porepatari para mostrar que a defesa indígena envolve também entes espirituais, cuja atuação noturna reforça a proteção comunitária frente aos invasores.
Conteúdo do catálogo FC Concursos · Atualizado em