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Questão FC245704

No que tange à clareza dos textos oficiais, com base no que orienta o Manual de redação da Presidência da República, não é correto afirmar que

Manual de Redação da Presidência da República (MRPR)

IDECAN · 2019

No que tange à clareza dos textos oficiais, com base no que orienta o Manual de redação da Presidência da República, não é correto afirmar que

  1. se pode definir como claro aquele texto que possibilita imediata compreensão pelo leitor. No entanto, a clareza não é algo que se atinja por si só: ela depende estritamente das demais características da redação oficial.
  2. o esforço de ser conciso atende, basicamente, ao princípio de economia linguística, à mencionada fórmula de empregar o mínimo de palavras para informar o máximo. Não se deve de forma alguma entendê-la como economia de pensamento, isto é, não se devem eliminar passagens substanciais do texto no afã de reduzi-lo em tamanho. Trata-se exclusivamente de cortar palavras inúteis, redundâncias, passagens que nada acrescentem ao que já foi dito.
  3. para ela concorrem também a impessoalidade, que evita a duplicidade de interpretações que poderia decorrer de um tratamento personalista dado ao texto; e o uso do padrão culto de linguagem, em princípio, de entendimento geral e por definição avesso a vocábulos de circulação restrita, como a gíria e o jargão.
  4. na revisão de um expediente, deve-se avaliar se ele será de fácil compreensão por seu destinatário. O objetivo é levar o destinatário a pesquisar o sentido que foi dado ao texto por terceiros, uma vez que quem o produz não tem condições de explicitar todas as ideias, por se tratar de assuntos sempre técnicos, que exigem linguagem própria.
  5. a revisão atenta exige, necessariamente, tempo. A pressa com que são elaboradas certas comunicações quase sempre compromete sua clareza. Não se deve proceder à redação de um texto que não seja seguida por sua revisão. Evite-se, pois, o atraso, com sua indesejável repercussão no redigir.
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Gabarito

D

Comentário do professor

A alternativa apresenta duas partes: a primeira (avaliar se o expediente será de fácil compreensão pelo destinatário) está correta; a segunda, porém, afirma que o objetivo é levar o destinatário a pesquisar o sentido do texto, pois o emissor não teria condições de explicitar todas as ideias. Essa conclusão é equivocada.

Segundo o Manual de Redação da Presidência da República, na revisão deve-se garantir justamente o oposto: o emissor deve tornar o texto autocontido, explicando termos técnicos, siglas e conceitos necessários, para que a informação seja suficiente ao entendimento do leitor.

O atributo da precisão, que complementa a clareza, exige articulação entre linguagem comum e técnica, escolha de palavras sem duplo sentido e a releitura atenta. Assim, a alternativa é incorreta porque contraria a obrigação de esclarecer, não de transferir ao leitor a tarefa de pesquisar.

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