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Questão FC248955

O consumo dos alimentos nas propriedades de monocultura de cana-de-açúcar estava […] baseado no que se podia produzir nas brechas de um grande sistema subordinado ao mercado extern

História do Brasil

VUNESP · 2021

O consumo dos alimentos nas propriedades de monocultura de cana-de-açúcar estava […] baseado no que se podia produzir nas brechas de um grande sistema subordinado ao mercado externo, resultando em uma grande quantidade de farinha de mandioca, feijões de diversos tipos, batata-doce, milho e cará comidos com pouco rigor, além de uma cultura do doce, cristalizada na mistura das frutas com açúcar refinado e simbolizada, popularmente, pela rapadura.

 

(Paula Pinto e Silva. “Sabores da colônia”. In: Luciano Figueiredo (org). História do Brasil para ocupados, 2013.)

 

O texto caracteriza formas de alimentação no Brasil colonial e revela

  1. o esforço metropolitano de diversificar a produção da colônia, com o intuito de ampliar as vendas de alimentos para outros países europeus.
  2. a diferença entre a sofisticação da alimentação da população colonial e o restrito conjunto de alimentos disponíveis na metrópole.
  3. a articulação entre um sistema de produção voltado ao atendimento das necessidades e interesses da metrópole e as estratégias de subsistência.
  4. o interesse dos grandes proprietários de terras na colônia de produzir para o mercado interno, rejeitando a submissão ao domínio metropolitano.
  5. a separação entre as lavouras voltadas ao fornecimento de alimentos para os países vizinhos e as plantações destinadas ao consumo interno.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

O trecho mostra a relação entre a produção colonial voltada para o exterior e as respostas alimentares locais. A presença da monocultura de cana, organizada em regime de plantation, subordinava grandes extensões ao mercado externo, deixando pequenos espaços — as brechas — para cultivo de alimentos.

Nessas lacunas surgiam práticas de subsistência: mandioca, feijão, batata-doce, milho e cará eram produzidos de forma complementar e consumidos de modo pouco ritualizado. Esse padrão evidencia como famílias e trabalhadores adaptavam sua dieta às sobras do sistema exportador.

A menção à cultura do doce e à rapadura ilustra a interpenetração entre produção colonial e hábitos alimentares locais, confirmando a articulação indicada na alternativa correta.

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