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Questão FC248970

Os corpos indígenas não tinham defesa contra moléstias europeias, como gripes, resfriados, sarampo, varíola e cólera; em razão disso, a mortalidade entre eles foi espantosa. Como e

História do Brasil

VUNESP · 2021

Os corpos indígenas não tinham defesa contra moléstias europeias, como gripes, resfriados, sarampo, varíola e cólera; em razão disso, a mortalidade entre eles foi espantosa. Como exemplo, temos a epidemia de 1560–1562 que matou cerca de 10 mil índios no recôncavo da Bahia — os que fugiram da região levaram as doenças para tribos ainda não contatadas no interior do território, provocando muitas outras mortes.

 

(Laima Mesgravis. História do Brasil colônia, 2015.)

 

O texto permite afirmar que

  1. os indígenas eram fisicamente mais fracos que os portugueses, o que facilitava a disseminação de doenças e os incapacitava para o trabalho escravo.
  2. a disseminação de doenças era uma das estratégias utilizadas pelos portugueses para submeter os povos nativos e reduzir a densidade populacional das terras ocupadas.
  3. os religiosos dispunham-se a catequizar os indígenas para salvar suas almas e acabaram por ser os principais responsáveis pela transmissão de doenças aos nativos.
  4. as doenças trazidas pelos portugueses eram até então inexistentes na colônia, o que impediu que os nativos conseguissem resistir a elas e facilitou sua disseminação.
  5. a organização de quilombos de escravizados fugitivos teve papel decisivo na interiorização das doenças e na ampliação do genocídio causado pelas epidemias.
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Gabarito

D

Comentário do professor

O enunciado indica que as doenças trazidas pelos portugueses eram até então inexistentes na colônia, e essa informação explica por que os indígenas não resistiram: sem contato prévio, não havia imunidade adquirida contra vírus e bactérias europeus.


Essa ausência de resistência imunológica tornou as enfermidades altamente letais e facilitou sua disseminação. O próprio texto exemplifica: a epidemia de 1560–1562 no Recôncavo da Bahia matou cerca de 10 mil índios, e os que fugiram levaram as doenças para grupos ainda não contatados, ampliando as mortes.


Portanto, o argumento central é epidemiológico: a novidade das doenças no continente e a falta de defesas biológicas explicam a elevada mortalidade e a rápida propagação entre os povos indígenas.

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