Questão FC249004
Sobre as elites das partes americanas do império, por seu turno, o impacto da instalação da corte na América foi tão profundo – se bem com o sinal invertido – quanto aquele que afe
História do Brasil
VUNESP · 2022
Sobre as elites das partes americanas do império, por seu turno, o impacto da instalação da corte na América foi tão profundo – se bem com o sinal invertido – quanto aquele que afetava os recém-chegados.
(István Jancsó e João Paulo G. Pimenta, Peças de um mosaico (ou apontamentos para o estudo da emergência da identidade nacional brasileira. Em: Carlos Guilherme Mota, A experiência brasileira. Formação: histórias)
Segundo o artigo, em sua análise acerca da instalação da Corte portuguesa no Rio de Janeiro (1808), as citadas elites coloniais
- receberam a família real, assim como seus milhares de agregados, com a expectativa de poucas transformações relevantes, e tinham consciência que o governo joanino pouco faria pela colônia.
- organizaram-se, nas principais capitanias, para resistir ao absolutismo do príncipe-regente, principalmente para garantir a livre circulação de ideias e a manutenção do monopólio comercial.
- desconfiavam das intenções do príncipe-regente e de seus ministros e conselheiros e, dessa forma, evitaram qualquer aproximação com os centros de decisão, contexto que favoreceu a clandestinidade do comércio com a França.
- tiveram grandes e positivas expectativas em diversas partes do Brasil e havia uma percepção de que essas elites participariam na gestão da coisa pública, diante da maior proximidade do centro do poder.
- foram fortemente beneficiadas com a transferência do Estado português para o Brasil, porque receberam os mais importantes cargos da administração pública e foram agraciadas com a extinção de todos monopólios.
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Gabarito
D
Comentário do professor
A instalação da corte portuguesa no Rio (1808) suscitou nas elites coloniais grandes e positivas expectativas. Elas vislumbraram a possibilidade de maior influência política e prestígio social pela proximidade do poder central.
Essa expectativa baseava‑se na crença de que passariam a participar na gestão da coisa pública, obtendo cargos, acesso a redes administrativas e voz nas decisões locais e regionais.
Na prática, esperava‑se reconhecimento jurídico, ampliação de oportunidades econômicas e ascensão social — fatores que justificavam o otimismo e o engajamento dessas elites com as novas instituições.
Assim, a alternativa destaca corretamente o sentido otimista e oportunista da reação das elites diante da transferência da corte ao Brasil.
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