Questão FC249013
A partir de finais da década de 20 de Quinhentos, d. João III (1521-1557) decidiu iniciar a colonização do Brasil, tendo adotado, ao longo do período compreendido entre 1530 e 1548
História do Brasil
VUNESP · 2022
A partir de finais da década de 20 de Quinhentos, d. João III (1521-1557) decidiu iniciar a colonização do Brasil, tendo adotado, ao longo do período compreendido entre 1530 e 1548, três modelos diferentes para garantir o sucesso da empresa, pretendendo responder à tenaz resistência oposta por vários grupos tribais ameríndios à fixação de portugueses no seu território e às alterações verificadas nas vertentes geopolítica e econômica mundiais.
(Jorge Couto, A gênese do Brasil. Em: Carlos Guilherme Mota, A experiência brasileira. Formação: histórias)
De acordo com Jorge Couto, em relação ao terceiro dos modelos adotados pela coroa portuguesa, está correto afirmar que
- foram retomadas todas as capitanias donatárias e o Conselho Ultramarino passou a indicar a figura de um vice-rei, que governava a partir de Salvador.
- foi instalada uma nova ordem político-administrativa, sob o comando dos juízes da Câmara Municipal da capital Salvador, os chamados homens bons.
- foi constituída por um sistema misto, que articulava um forte empenhamento militar, econômico e judicial da coroa com a manutenção das capitanias donatárias.
- foi estabelecido um conselho administrativo, que contava com a participação dos capitães donatários e com representantes da burguesia mercantil portuguesa.
- foi colocado em prática um formato administrativo tradicional da península Ibérica, no qual o comando da colônia estava nas mãos das capitanias reais.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
O terceiro modelo é um sistema misto em que a Coroa passou a atuar diretamente, sem extinguir as capitanias donatárias.
Em 1548/1549 foi criado o Governo‑Geral, com governador‑geral (primeiro: Tomé de Sousa) e capital em Salvador, para centralizar a administração.
A Coroa assumiu responsabilidades estratégicas: defesa militar (fortificações e tropas), controle econômico (regulação do açúcar e do comércio) e jurisdicional (ouvidor‑mor, justiça régia).
As capitanias mantiveram-se nos aspectos local e patrimonial, mas perderam autonomia plena, ficando subordinadas às decisões gerais do Governo‑Geral.
Esse arranjo buscou conciliar eficiência administrativa e defesa com a continuidade da colonização hereditária, respondendo às pressões internas e externas sobre o território.
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