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Questão FC249023

Nas eleições para a regência única, realizadas em abril de 1835, o Padre Feijó derrotou seu principal competidor, Holanda Cavalcanti, proprietário rural de Pernambuco. O corpo elei

História do Brasil

VUNESP · 2021

Nas eleições para a regência única, realizadas em abril de 1835, o Padre Feijó derrotou seu principal competidor, Holanda Cavalcanti, proprietário rural de Pernambuco. O corpo eleitoral era extremamente reduzido, somando cerca de 6 mil eleitores. Feijó recebeu 2.826 votos, e Cavalcanti, 2.251. Pouco mais de dois anos depois, em setembro de 1837, Feijó renunciou. Ele sofrera pressões do Congresso, sendo acusado de não empregar suficiente energia na repressão aos farrapos, entre cujos chefes estava um de seus primos. Nas eleições que se seguiram, triunfou Pedro Araújo Lima, futuro Marquês de Olinda, antigo presidente da Câmara e senhor de engenho em Pernambuco. A vitória de Araújo Lima simbolizou o início do “regresso”.

 

(Boris Fausto, História do Brasil)

 

O “regresso” representava uma corrente política

  1. conservadora, que tinha o objetivo de fazer voltar a centralização política e o reforço da autoridade.
  2. reformista, que defendia a estabilização política do Império com a aproximação entre liberais e conservadores.
  3. liberal, que lutava pelo estabelecimento da autonomia política das províncias e dos municípios.
  4. progressista, que propunha a preservação e a amplificação das medidas liberais do Ato Adicional.
  5. ultraconservadora, que advogava a imediata volta de Dom Pedro I ao poder.
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Gabarito

A

Comentário do professor

Regresso refere-se a uma corrente política de caráter conservador que ganhou força na regência de Araújo Lima. Seu objetivo central foi restaurar a centralização política e reafirmar a autoridade do governo imperial perante as províncias.

Os regressistas viam a autonomia provincial como fator de instabilidade: para conter revoltas e garantir a unidade do Império, defenderam medidas que limitavam poderes locais e reforçavam o controle executivo e militar central.

Na prática, isso traduziu‑se em legislação e iniciativas administrativas que reduziram a autonomia provincial (especialmente em segurança) e ampliaram a intervenção do governo central, marcando a transição para políticas mais autoritárias até o Segundo Reinado.

Portanto, o termo descreve uma reação conservadora voltada à concentração do poder e ao restabelecimento da ordem por meio do fortalecimento da autoridade central.

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