Questão FC249027
Robert Slenes constatou que em Campinas, nas grandes e médias propriedades, quase 20% das crianças [escravizadas] entre dez e quatorze anos já não contavam com pai e mãe, mas desca
História do Brasil
VUNESP · 2022
Robert Slenes constatou que em Campinas, nas grandes e médias propriedades, quase 20% das crianças [escravizadas] entre dez e quatorze anos já não contavam com pai e mãe, mas descartou a mortalidade como causa, atribuindo a ausência de ambos a uma provável venda.
(Suely Robles Reis de Queiróz, Escravidão negra em debate. Em: Marcos Cezar de Freitas, Historiografia brasileira em perspectiva)
Os dados apresentados reforçam a ideia de que
- a ausência de vínculos afetivos entre os escravizados consanguíneos provocou a ausência de famílias.
- a ordem escravista desinteressava o Estado português no estabelecimento de relações familiares entre escravizados.
- o casamento apenas poderia ocorrer entre pessoas livres prevaleceu, conforme defendia a Igreja.
- a instituição familiar entre os escravizados foi recorrente porque havia a forte pressão da Igreja.
- a separação forçada foi um dos grandes obstáculos para a vida familiar entre os escravizados
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
Os dados indicam que cerca de 20% das crianças entre dez a quatorze anos já não tinham pai nem mãe; como Slenes descarta a mortalidade, atribui essa ausência à venda, isto é, à separação forçada.
A venda de cativos rompia laços domésticos e afetivos, retirando a presença e os cuidados parentais essenciais à formação e à manutenção da família escravizada.
Esse tipo de ruptura impedia a continuidade de vínculos, a transmissão de saberes e a estabilidade cotidiana, fragilizando profundamente as relações familiares entre escravizados.
Portanto, os dados reforçam que a separação forçada foi um dos principais obstáculos à vida familiar no sistema escravista.
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