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Questão FC249039

Em 3 de dezembro de 1870 foi publicado o jornal A República, que trazia estampado o “Manifesto republicano brasileiro”, o mesmo que daria base para a fundação de um novo partido em

História do Brasil

VUNESP · 2022

Em 3 de dezembro de 1870 foi publicado o jornal A República, que trazia estampado o “Manifesto republicano brasileiro”, o mesmo que daria base para a fundação de um novo partido em 17 de janeiro de 1872. Formado inicialmente por profissionais liberais ligados a setores urbanos, nomeadamente paulistas, o Partido Republicano organizou seu primeiro congresso em julho de 1873, quando foi reforçado por novos adeptos de fôlego: fazendeiros paulistas que, descontentes com o que consideravam ser uma política intervencionista do Estado, passaram a engrossar as fileiras da oposição à monarquia.

 

[…]

 

A cisão do Partido Liberal levou, então, à formação do Partido Republicano Paulista, em 18 de abril de 1873, que se reuniu na hoje famosa Convenção de Itu.

 

(Lilia M. Schwarcz e Heloísa M. Starling, Brasil, uma biografia)

 

O novo partido

  1. defendia a imediata abolição do sistema escravista e a efetivação da república por meio do impedimento da coroação do herdeiro de dom Pedro II.
  2. criticava, sobretudo, o centralismo do trono e da administração, e propunha uma reforma pacífica, através da implementação de uma república federativa.
  3. censurava as iniciativas governamentais de incentivar a imigração para o país e via a necessidade de políticas afirmativas para os alforriados.
  4. considerava que as leis abolicionistas eram insuficientes para resolver o problema do escravismo e propunha uma radical reforma na legislação eleitoral.
  5. apoiava a fusão da Câmara dos Deputados e o Senado e a realização de um plebiscito para se decidir sobre a manutenção, ou não, da Monarquia.
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Gabarito

B

Comentário do professor

O Partido Republicano Paulista, nascido daquela efervescência de 1870–1873, criticava sobretudo o centralismo do trono e da administração imperial. Essa crítica refletia o descontentamento de grupos provinciais — especialmente fazendeiros paulistas e profissionais urbanos — com a forte intervenção do governo central na economia e na política local.

Como resposta, propunha a implantação de uma república federativa, valorizando a autonomia provincial e a descentralização administrativa. A ideia era transferir competências para as unidades locais, reduzindo a interferência do poder central e ampliando a capacidade de decisão regional.

Essa proposta seguia uma lógica de reforma pacífica: buscar mudanças constitucionais e institucionais por vias legais e progressivas, não por convulsões sociais ou rupturas violentas. O objetivo central era reorganizar o pacto federativo para acomodar interesses regionais dentro de um novo regime republicano.

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