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Questão FC249070

Ao analisar a Revolução de 1930, o historiador Boris Fausto considerou que Um novo tipo de Estado nasceu após 1930, distinguindo-se do Estado oligárquico não apenas pela centraliza

História do Brasil

VUNESP · 2022

Ao analisar a Revolução de 1930, o historiador Boris Fausto considerou que

 

Um novo tipo de Estado nasceu após 1930, distinguindo-se do Estado oligárquico não apenas pela centralização e pelo maior grau de autonomia como também por outros elementos.

 

(Boris Fausto, História do Brasil. Adaptado)

 

Entre esses outros elementos constitutivos do Estado brasileiro, após 1930, é correto apontar que houve atuação relativa à questão

  1. econômica, voltada progressivamente para o objetivo de priorizar a modernização da agricultura de exportação, especialmente do café do Sudeste e do algodão nordestino.
  2. cultural, preocupada com a ampliação da liberdade de produção artística, ao mesmo tempo em que a expansão das transmissões radiofônicas foi deliberadamente entravada.
  3. social, voltada a dar algum tipo de proteção aos trabalhadores urbanos, incorporando-os, posteriormente, a uma aliança de classes promovida pelo poder estatal.
  4. educacional, promovendo a universalização da educação primária em todo território nacional, além da proibição de qualquer forma de ensino religioso na escola pública.
  5. política, dirigida para o fortalecimento das casas legislativas em todas as instâncias e o gradativo enfraquecimento das prerrogativas do Poder Executivo, principalmente no nível federal.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A partir de 1930 o Estado brasileiro passou a intervir de forma direta na questão social, buscando a proteção aos trabalhadores urbanos por meio de uma nova legislação e de órgãos estatais.

Entre 1931 e 1934 surgiram normas que regularam jornada, salário, trabalho feminino e infantil, férias e aposentadorias; foram criadas as Juntas de Conciliação (futuro núcleo da Justiça do Trabalho) e, em 1943, consolidou‑se esse conjunto na CLT (1943).

Essa legislação não só atendia demandas sociais como também institucionalizou o corporativismo: o Estado mediava relações entre patrões e trabalhadores, organizando sindicatos e canais de negociação para integrar os assalariados urbanos a uma aliança de classes controlada pelo poder estatal.

Assim, a mudança não foi apenas administrativa, mas política: o trabalhador urbano passou a ser incorporado ao projeto estatal de modernização e estabilidade social.

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