Questão FC249074
O ISEB [Instituto Superior de Estudos Brasileiros] não conseguiu atuar como um núcleo articulador de todas as expressões do nacional-desenvolvimentismo. Umas dessas expressões, por
História do Brasil
VUNESP · 2022
O ISEB [Instituto Superior de Estudos Brasileiros] não conseguiu atuar como um núcleo articulador de todas as expressões do nacional-desenvolvimentismo. Umas dessas expressões, por exemplo, o economista Celso Furtado, manteve contato com a instituição, mas não se integrou a ela; preferiu criar seu próprio espaço e agir por conta própria. Seu livro, Formação econômica do Brasil, publicado em 1956, exerceu considerável influência.
(Leandro Konder, História dos intelectuais dos anos 50. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.). Historiografia brasileira em perspectiva)
Em Formação econômica do Brasil, Celso Furtado
- pondera, a partir de uma leitura panorâmica da economia nacional, sobre a necessidade de ampla mobilização em apoio à agricultura de exportação.
- defende que, para ocorrer um forte e rápido desenvolvimento econômico no país, é necessário que o Estado deixe de ser um agente econômico.
- considera que o efetivo desenvolvimento nacional depende da transferência de recursos do campo para a infraestrutura industrial.
- entende que um forte desenvolvimento industrial brasileiro ocorrerá com a criação de empresas que associem o capital estrangeiro e recursos vindos da agricultura.
- analisa os movimentos da economia brasileira e destaca a importância da ação do Estado e da independência das iniciativas estatais no mercado.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
Em Formação econômica do Brasil, Celso Furtado realiza uma análise estrutural das transformações da economia brasileira, identificando a persistência de uma base primário-exportadora e os entraves à industrialização.
Para Furtado, esses movimentos exigem a intervenção deliberada do Estado: ação do Estado que promova planejamento, investimentos públicos e políticas industriais para acelerar o desenvolvimento.
Ele defende a independência das iniciativas estatais frente a interesses externos e à lógica do capital privado, de modo que o poder público possa coordenar prioridades estratégicas e reduzir a dependência.
Assim, o livro justifica o papel central do Estado como agente transformador capaz de promover a industrialização e a integração econômica nacional.
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