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Questão FC249109

O movimento operário veio à tona, no governo Geisel, com novo ímpeto e novas feições. A reconstrução do sindicalismo populista era inviável porque o regime não se assentava, nem pr

História do Brasil

VUNESP · 2022

O movimento operário veio à tona, no governo Geisel, com novo ímpeto e novas feições. A reconstrução do sindicalismo populista era inviável porque o regime não se assentava, nem pretendia se assentar, no movimento operário organizado.

 

(Boris Fausto, História do Brasil)

 

Sobre o novo sindicalismo, a partir dos anos 1970, é correto afirmar que

  1. procurou estabelecer acordos com o empresariado mais progressista, ao mesmo tempo em que defendia a manutenção da CLT e do controle do Ministério do Trabalho sobre a organização sindical.
  2. estava atrelado à agenda política dos partidos clandestinos de esquerda, o que explica, em parte, a forte mobilização contra o governo federal e a pequena importância dada aos ganhos salariais.
  3. adotou formas independentes do Estado, esteve atento à organização e ampliação de comissões de fábrica, e o eixo mais combativo se deslocou das empresas públicas para a indústria automobilística.
  4. tornou o sindicato, de maneira geral, uma espécie de sociedade para ajuda mútua, que acolhia os sindicalizados em casos de desemprego, doenças ou incapacidade plena para o trabalho.
  5. ficou conhecido como o “sindicalismo de resultados”, por efetivar a organização dos sindicalizados apenas para lutas pontuais, como para obter aumentos salariais, sem qualquer debate político.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

O novo sindicalismo, a partir dos anos 1970, buscou a autonomia em relação ao Estado e ao aparelho sindical oficial; sua atuação passou a ser independente das estruturas de tutela do regime militar, organizando-se por iniciativas dos próprios trabalhadores.

As comissões de fábrica surgiram como células de base: reuniões e coordenação dentro das empresas que permitiam mobilizações rápidas, articulação de reivindicações e fiscalização das condições de trabalho, contornando canais institucionais controlados pelo Estado.

O eixo mais combativo deslocou-se para a indústria automobilística — especialmente o ABC paulista — onde a concentração de trabalhadores, o processo produtivo e a presença de lideranças operárias impulsionaram greves massivas que marcaram a ação do movimento sindical no fim da década.

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