Questão FC249119
Os chamados Projetos de Desenvolvimento Econômico foram muito comuns durante os anos dos governos militares, na década de 1970, e eram implantados pela Fundação Nacional do Índio –
História do Brasil
VUNESP · 2023
Os chamados Projetos de Desenvolvimento Econômico foram muito comuns durante os anos dos governos militares, na década de 1970, e eram implantados pela Fundação Nacional do Índio – FUNAI – em diferentes áreas indígenas onde viviam aqueles grupos considerados, pela FUNAI, em “adiantado estado de aculturação”.
(Joana A. Fernandes Silva. Economia de subsistência e projetos de desenvolvimento econômico em áreas indígenas.
Em: Aracy Lopes da Silva e Luís Donisete Benzi Grupioni (orgs.). A temática indígena na escola.
Novos subsídios para professores de 1o e 2o graus. Texto adaptado)
De acordo com a autora, os Projetos de Desenvolvimento Econômico eram caracterizados
- pela influência exercida por grupos de iniciativa privada que tinham como finalidade potencializar e explorar o conhecimento tradicional das comunidades indígenas.
- pela pressão integracionista, em que se negava a continuidade do indígena enquanto tal, promovendo- -se estratégias para forçar sua “incorporação” à sociedade nacional.
- pelo planejamento conjunto realizado com organizações da sociedade civil, para auxiliar as comunidades indígenas a obterem sua alimentação e subsistência.
- pela possibilidade de inserção das comunidades tradicionais indígenas ao sistema produtivo capitalista, de modo a promover sua autonomia e identidade cultural.
- pelo alinhamento político delineado e financiado pelo Banco Mundial, com vistas à implementação de atividades que favorecessem aos interesses do capital internacional.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A alternativa indica que os Projetos de Desenvolvimento Econômico atuavam por meio de uma pressão integracionista. Isso quer dizer que as ações eram pensadas para negar a continuidade do indígena enquanto tal e promover sua incorporação ao projeto de nação dominante.
Na prática, justificava‑se a intervenção com rótulos como “adiantado estado de aculturação” e implementavam‑se medidas que alteravam modos de vida: sedentarização forçada, mudança de atividades produtivas, escolarização e saúde segundo padrões nacionais e inserção no mercado de trabalho.
O efeito foi assimilacionista: perda de línguas e saberes tradicionais, fragilização da autonomia econômica e desestruturação social, resultados coerentes com a lógica de incorporar povos indígenas à sociedade nacional.
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