Questão FC249179
Seria fundamental examinar a diversidade do mapa do feudalismo ocidental que emergiu a partir do século IX. Os historiadores soviéticos Liublinskaya, Gutnova e Udaltsova sugeriam c
História Geral
VUNESP · 2019
Seria fundamental examinar a diversidade do mapa do feudalismo ocidental que emergiu a partir do século IX. Os historiadores soviéticos Liublinskaya, Gutnova e Udaltsova sugeriam corretamente uma tríplice classificação.
(Perry Anderson, Passagens da Antiguidade ao Feudalismo, 1988.
Adaptado)
Faz parte dessa “tríplice classificação”,
- a Espanha e Portugal, espaços onde o feudalismo se enraizou de forma mais radical, sendo que as relações entre os servos e os senhores eram marcadas por detalhadas obrigações, porque as instituições romanas foram pouco presentes.
- a Europa Ocidental, região sem a presença de povos invasores e que preservou integralmente as principais instituições jurídicas romanas e se contrapôs à desordem política originária do Oriente, gerando uma ordem feudal tênue.
- a França e parte da península Ibérica, territórios sob o domínio dos árabes até o século X e que conheceram superficialmente as relações feudais de produção, nos quais os servos detinham amplos direitos.
- a parte mais Oriental da Europa, espaço de marcante presença de povos bárbaros e que adotou as principais instituições dos visigodos, como as relações de dependência pessoal, e que desconhecia a tradição romana.
- a Germânia, a Escandinávia e a Inglaterra, regiões onde houve uma lenta transição ao feudalismo sob a dominância nativa da herança bárbara, porque não ocorreu um enraizamento profundo do governo romano.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
A alternativa indica corretamente que Germânia, Escandinávia e Inglaterra constituem um conjunto regional onde o feudalismo emergiu de forma mais lenta devido à dominância da herança bárbara. Nessas áreas a presença romana foi fraca ou pouco duradoura, o que impediu o enraizamento de instituições administrativas, jurídicas e urbanas romanas.
Como consequência, o poder reorganizou‑se sobretudo em torno de laços de parentesco, chefes guerreiro e controle local da terra, e as relações senhoriais e servil desenvolveram‑se gradualmente, sem a mediação de estruturas públicas romanas consolidadas.
Essa combinação explica por que a transição para o feudalismo nessas regiões foi mais lenta e marcada por tradições locais, cumprindo a tríplice classificação apontada pelos historiadores citados.
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