Questão FC249183
A migração de Maomé e seus seguidores para Medina, em 622, marca a
História Geral
VUNESP · 2021
A migração de Maomé e seus seguidores para Medina, em 622, marca a
- conquista muçulmana da Terra Santa, após as lutas contra os cruzados europeus.
- passagem da união familiar e clânica dos árabes para a constituição de uma religião coesa.
- expansão política das oligarquias locais, por meio da imposição do islamismo a todos os árabes.
- consolidação da primeira religião baseada na Bíblia, fora do âmbito do cristianismo.
- transição do politeísmo imposto na Palestina para uma religião monoteísta institucionalizada.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A migração de Maomé para Medina em 622, conhecida como Hégira, marca o início de uma nova organização social e religiosa entre os árabes.
Antes, a vida coletiva girava em torno de laços familiares e clânicos; a Hégira institui a ummah, uma comunidade unida pela fé, não pelo sangue.
Em Medina, Maomé atuou como líder religioso e político e redigiu a Constituição de Medina, que estabeleceu direitos, deveres e cooperação intergrupal.
A revelação do Alcorão e a prática comunitária (orações, caridade, normas legais) passaram a orientar a vida pública, sobrepondo-se às rivalidades tribais.
Além de transformar a base social, a Hégira inaugura o calendário muçulmano, assinalando a transição de uma organização clânica para uma religião coesa e institucionalizada.
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