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Questão FC249207

Leia parte da obra de J. B. Say. Até a época do renascimento das artes na Europa, isto é, até cerca do século XVI, os governos dos diversos países pouco se inquietavam com a nature

História Geral

VUNESP · 2020

Leia parte da obra de J. B. Say.

 

Até a época do renascimento das artes na Europa, isto é, até cerca do século XVI, os governos dos diversos países pouco se inquietavam com a natureza dos retornos que os comerciantes recebiam do estrangeiro. Os direitos de saída e entrada tinham um objetivo puramente fiscal; eram para os governos meios de levantar tributos, e nada mais; mas em seguida, quando se apercebeu que o comércio era uma fonte de prosperidade para as nações e de poder para os governos, acreditou-se poder explorá- -lo mais a proveito. Os publicistas, os homens de Estado, antes de ter suficientemente estudado a natureza das riquezas e o que as produz, acreditaram, com o vulgo, que se é rico porque se tem muita prata, em lugar de compreender que se tem muita prata porque se é rico […]

 

(Apud Pierre Deyon, O mercantilismo)

 

No excerto, Say

  1. defende que a capacidade de entesouramento de uma nação é fundamental para que ela garanta as condições para um desenvolvimento autônomo.
  2. aponta para as qualidades da teoria mercantilista, que permitiu a acumulação de capitais e a eclosão do industrialismo em toda Europa.
  3. demonstra como o protecionismo comercial alavancou um desenvolvimento geral da economia mundial sob a direção das metrópoles europeias.
  4. critica a política tributária dos Estados da Idade Moderna que, ao retirarem recursos do setor privados, atrasam o pleno desenvolvimento das forças econômicas.
  5. analisa a incoerência das práticas mercantilistas, como a busca do entesouramento de metais preciosos por meio do protecionismo da produção nacional.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

No excerto, Say critica o mercantilismo ao mostrar sua lógica invertida: os mercantilistas valorizavam o entesouramento de metais preciosos como fim, acreditando que a posse de prata significava riqueza.

Say corrige essa visão: a riqueza é produzida pela atividade econômica — sobretudo pelo comércio e pela produção — e a acumulação de metais é uma consequência, não a causa.

Ao associar esse acúmulo ao protecionismo (medidas para favorecer a produção nacional e reter metais), o autor aponta a incoerência da prática mercantilista: proteger e acumular metais não gera riqueza por si só.

Portanto, o texto analisa criticamente a busca pelo metalismo e o protecionismo como estratégias equivocadas de política econômica.

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