Questão FC249223
[...] o absolutismo inglês foi derrubado em meados do século XVII [...] o absolutismo prussiano sobreviveu até um período avançado do século XIX [...] (Perry Anderson, Linhagens do
História Geral
VUNESP · 2019
[...] o absolutismo inglês foi derrubado em meados do século XVII [...] o absolutismo prussiano sobreviveu até um período avançado do século XIX [...]
(Perry Anderson, Linhagens do Estado Absolutista, 1998)
Perry Anderson faz referência a esses processos para
- justificar a marca burguesa do Estado absolutista, instituído para servir ao desenvolvimento industrial.
- mostrar que o objeto absolutismo europeu não possui uma única temporalidade capaz de abarcá-lo.
- apontar as contradições da formação dos Estados Modernos, porque se instituíram para servir às classes populares.
- demonstrar a inadequação do termo absolutismo para caracterizar as ordens presentes na Idade Moderna europeia.
- destacar a condição realmente absolutista da ordem política da Modernidade, na qual o poder do rei era, de fato, ilimitado.
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Gabarito
B
Comentário do professor
O autor cita a queda do absolutismo na Inglaterra (século XVII) e sua longevidade na Prússia (século XIX) para ressaltar que o absolutismo europeu não segue uma única marcha temporal.
Ao comparar casos distintos, Perry Anderson evidencia a pluralidade de trajetórias: formas, durações e relações sociais do poder monárquico variaram conforme contexto político, econômico e social.
Desse modo, a afirmação central é metódica: não se pode abarcar o fenômeno com uma cronologia uniforme ou uma leitura teleológica que trate a Europa como homogênea.
Portanto, o objetivo do trecho é mostrar que o estudo do absolutismo exige análise comparativa e sensibilidade às diferenças temporais entre Estados.
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