Questão FC249236
O reconhecimento do território africano empreendido pelas campanhas de exploração e pelas missões religiosas foi facilitador de uma verdadeira invasão de mercadores europeus nas ca
História Geral
VUNESP · 2021
O reconhecimento do território africano empreendido pelas campanhas de exploração e pelas missões religiosas foi facilitador de uma verdadeira invasão de mercadores europeus nas caravanas e rotas de comércio que ligavam diferentes pontos do continente. Muitos desses mercadores começaram a controlar algumas redes de comércio, criando novos sistemas de autoridade que não passavam mais por líderes africanos. De início, isso não representou nenhum tipo de perigo para as elites africanas, que já estavam acostumadas a negociar com árabes, indianos e com os próprios europeus. No entanto, no decorrer do século, os europeus se tornaram senhores das principais rotas comerciais do litoral africano, inclusive as que ligavam as cidades orientais com o continente asiático.
(Ynaê Lopes dos Santos. História da África e do Brasil afrodescendente, 2017.)
Ao avaliar a presença europeia no continente africano ao longo do século XIX, o texto caracteriza
- um movimento de intensificação do comércio internacional, realizado a partir da difusão de valores universais como o cristianismo e a democracia.
- o respeito europeu à multiplicidade de crenças e manifestações culturais e a insistência africana em manter formas arcaicas de organização política.
- um esforço consciente e planejado de integração entre os continentes, por meio da constituição de ligações terrestres e marítimas.
- um processo de interferência gradual e profunda nos padrões culturais africanos, de organização social e dinâmica política das sociedades locais.
- a disposição europeia de colaborar para o progresso de países subdesenvolvidos, ampliando a capacidade produtiva das economias locais.
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Gabarito
D
Comentário do professor
A alternativa aponta que a presença europeia configurou uma interferência gradual e profunda nas sociedades africanas, ideia bem sustentada pelo texto.
As campanhas de exploração e as missões religiosas abriram caminho para a entrada massiva de mercadores europeus nas caravanas e rotas comerciais, o que não foi apenas econômica, mas também institucional.
Ao controlar redes de comércio e estabelecer novos sistemas de autoridade que deixavam de lado líderes locais, os europeus alteraram os padrões culturais, a organização social e a dinâmica política das comunidades africanas.
O processo foi progressivo: inicialmente tolerado ou assimilado por elites, tornou‑se, ao longo do século, fonte de transformação profunda e duradoura.
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