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Questão FC249246

Na Europa, as forças reacionárias que compunham a Santa Aliança não viam com bons olhos a emancipação política das colônias ibéricas na América. […] Todavia, o novo Império do Bras

História Geral

VUNESP · 2019

     Na Europa, as forças reacionárias que compunham a Santa Aliança não viam com bons olhos a emancipação política das colônias ibéricas na América. […] Todavia, o novo Império do Brasil podia contar com a aliança da poderosa Inglaterra, representada por George Canning, primeiro-ministro do rei Jorge IV. […] Canning acabaria por convencer o governo português a aceitar a soberania do Brasil, em 1825. Uma atitude coerente com o apoio que o governo britânico dera aos EUA, no ano anterior, por ocasião do lançamento da Doutrina Monroe, que afirmava o princípio da não intervenção europeia na América.

 

(Ilmar Rohloff de Mattos e Luis Affonso Seigneur de Albuquerque. Independência ou morte: a emancipação política do Brasil, 1991.)

 

 

O texto relaciona

  1. a restauração das monarquias absolutistas no continente europeu, a industrialização dos Estados Unidos e a constituição da Federação dos Estados Independentes da América Latina.
  2. a influência da Igreja católica nos assuntos políticos europeus, o controle britânico dos mares depois do Ato de Navegação e o avanço imperialista dos Estados Unidos sobre o Brasil.
  3. a disposição europeia de recolonização da América, o Bloqueio Continental determinado pela França e os acordos de livre-comércio do Brasil com os países hispano-americanos.
  4. a penetração dos industrializados britânicos nos mercados europeus, a tolerância portuguesa em relação ao emancipacionismo brasileiro e a independência política dos Estados Unidos.
  5. a reorganização da Europa continental depois do período de domínio napoleônico, os processos de independência na América e a ampliação do controle comercial mundial pela Inglaterra.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

O texto relaciona três processos interligados: a reorganização da Europa após as guerras napoleônicas — conhecida como Restauração ou Concerto Europeu — que buscou restaurar monarquias e conter revoluções; a reação conservadora articulada pela Santa Aliança, preocupada em evitar rompimentos coloniais; e as ondas de independência na América, que fragilizaram os impérios ibéricos.

Ao mesmo tempo, destaca o papel da Inglaterra (via George Canning) que, por interesse comercial e estratégico, apoiou o reconhecimento do Brasil em 1825 e incentivou o acesso aos mercados americanos. Esse posicionamento converge com a Doutrina Monroe, pois ambos favoreceram a não intervenção europeia nas Américas e ampliaram o controle britânico sobre o comércio mundial.

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