Questão FC249273
Durante o século XIX, os liberais tentaram em diversos países da América Latina – com maior ou menor êxito – destruir a universidade colonial e, ao mesmo tempo, construir novas ins
História Geral
VUNESP · 2023
Durante o século XIX, os liberais tentaram em diversos países da América Latina – com maior ou menor êxito – destruir a universidade colonial e, ao mesmo tempo, construir novas instituições educacionais ancoradas nas ideias do liberalismo.
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A escolha do Chile, México e Brasil para debatermos essas questões parece-me adequada, na medida em que nos três países, liberais, católicos e positivistas se viram envolvidos em longas polêmicas, que resultaram em soluções diversificadas para o ensino.
(Maria Lígia Coelho Prado, América Latina no Século XIX: Tramas, Telas e Textos.)
Acerca da construção dessas novas instituições nacionais, assinale a alternativa que apresenta corretamente o caso mexicano.
- A fundação da primeira Universidade Católica na América ocorreu no México, o que demonstra a capacidade de articulação da Igreja com o objetivo de se contrapor à hegemonia política dos partidos liberais.
- A Igreja foi a grande derrotada, porque enfrentou a aliança entre liberais e positivistas e a constituição de 1917 proibia o ensino religioso em qualquer instância educacional e limitava as ações da Igreja.
- As doutrinas positivistas defendiam um sistema educacional que associasse conhecimentos de ciência e religião, porém, após a independência nacional, a direção educacional ficou nas mãos da Igreja.
- Um dos resultados da Revolução de 1910 foi a manutenção dos privilégios históricos da Igreja, como a direção da Universidade Nacional e a possiblidade de fundar escolas destinadas à educação básica.
- Diversamente do que ocorreu no Brasil e no Chile, a Igreja foi a instituição mais importante para a elaboração de políticas educacionais no contexto da formação do Estado nacional, com forte centralização administrativa.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A alternativa indica que a Igreja foi a grande derrotada porque enfrentou a aliança entre liberais e positivistas, que impulsionou a reforma educativa e a separação entre Estado e Igreja.
A Constituição de 1917 institucionalizou essa orientação: o Art. 3º estabeleceu o caráter laico da educação, proibindo o ensino religioso nas escolas públicas, e o Art. 130 restringiu o papel jurídico e político da Igreja.
O resultado foi a centralização do sistema escolar sob o Estado e a construção de um currículo voltado à ciência e à formação cívica, em linha com o positivismo, o que enfraqueceu drasticamente a influência escolar e cultural da Igreja.
Essas medidas produziram resistências e conflitos posteriores (como a Guerra Cristera), mas confirmam por que a alternativa é correta: a Igreja perdeu espaço decisivo na educação nacional.
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